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Coronavírus
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Vacina da Pfizer tem eficácia de 95% contra a Covid-19

A Pfizer assegura que a vacina não teve efeitos colaterais graves. Dado divulgado é melhor que os resultados parciais publicados na semana passada.

11:16 | 18/11/2020
A Pfizer assegura que a vacina não teve efeitos colaterais graves.

 (Foto: David Dee Delgado/Getty Images/AFP)
A Pfizer assegura que a vacina não teve efeitos colaterais graves. (Foto: David Dee Delgado/Getty Images/AFP)

A vacina desenvolvida pela aliança Pfizer/BioNTech tem uma eficácia de 95% na prevenção da Covid-19, de acordo com os resultados finais completos de seu teste clínico em larga escala, anunciaram as duas empresas em um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira.

"Os resultados do estudo marcam um passo importante nesta jornada histórica de oito meses para apresentar uma vacina capaz de ajudar a acabar com esta pandemia devastadora", afirmou Albert Bourla, CEO da Pfizer.

A empresa solicitará a autorização de comercialização dentro de alguns dias à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos. "Com centenas de milhares de pessoas em todo o mundo infectadas todos os dias, precisamos urgentemente levar uma vacina segura e eficaz ao mundo", completou Bourla.

A Pfizer assegura que a vacina não teve efeitos colaterais graves. O anúncio acontece no momento em que os casos de coronavírus estão aumentando nos Estados Unidos e outras partes do mundo, o que eleva as esperanças de acabar com a pandemia que mudou a vida das pessoas em todo o planeta.

O dado divulgado nesta quarta-feira é melhor que os resultados parciais publicados na semana passada e que mostravam "mais de 90%" de efetividade da vacina. Isto significa que 162 membros do grupo placebo do teste contraíram Covid-19, contra apenas oito no grupo vacinado.

O resultado foi registrado dentro dos sete dias da segunda dose da vacina, que é tomada em duas doses com três semanas de intervalo. O protocolo do teste era avaliar a eficácia uma vez que alcançasse 170 casos nos dois grupos. Mais de 43.000 pessoas se apresentaram como voluntárias para o teste, que começou no fim de julho e que deve prosseguir.