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Coronavírus
NOTÍCIA

Mais de 1 milhão de visons serão mortos na Dinamarca para evitar contágio da Covid-19

A doença se espalha rapidamente na espécie e o governo não conseguiu conter o contágio

10:28 | 05/11/2020
Instituições governamentais dinamarquesas vão comandar o processo de abate (Foto: Reprodução/ Instagram @zootehnikums)
Instituições governamentais dinamarquesas vão comandar o processo de abate (Foto: Reprodução/ Instagram @zootehnikums)

O Governo da Dinamarca ordenou que as fazendas de visons abatam mais de 1 milhão de animais por conta de um surto de Covid-19 na espécie desde junho. O número de pessoas com coronavírus subiu drasticamente dois meses após o caso ser notado nos animais, levando o governo a medidas extremas. As informações são da CNN.

A suspeita é que o primeiro surto tenha iniciado em junho, quando uma mulher associada à uma fazenda de visons, em Jutlândia do Norte, contraiu Covid-19. Em outubro, os visons de 60 fazendas da região testaram positivo e outros 46 estavam com suspeita. Desde então o governo adotou medidas para impedir o contágio da doença, porém, o número de casos voltou a crescer em setembro.

A Administração Veterinária e Alimentar Dinamarquesa e a Agência Dinamarquesa de Gestão de Emergências irão lidar com o processo de abate de visons no país.

Mogens Jensen, ministro da Alimentação, Agricultura e Pesca da Dinamarca disse à CNN em outubro, que as medidas constantes para prevenir o contágio não estão estão sendo suficientes. “Nas últimas semanas, nós estamos observando mais e mais fazendas em Jutlândia do Norte que estão infectadas, e nenhuma é capaz de explicar a crise. A saúde humana deve vir em primeiro lugar”, acrescentou.

A Dinamarca é a maior produtora de peles de visons do mundo, com cerca de 1500 produtores dinamarqueses dependentes da prática, que comercializam 19 milhões de peles de visons por ano, de acordo com o Conselho Dinamarquês de Agricultura e Alimentos.

Em Utah e Wisconsin, nos Estados Unidos, o coronavírus já levou a óbito cerca de 10.000 visons desde agosto. Ainda não se sabe por que a doença se espalha com mais facilidade na espécie.