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Coronavírus
NOTÍCIA

Ampla imunização contra Covid-19 deve acontecer apenas em 2022, estima cientista daOMS

As primeiras doses devem ir para os profissionais de saúde, seguido por idosos e doentes crônicos

12:05 | 09/09/2020
Segundo a cientista-chefe, o processo de imunização em ampla escala deve demorar ainsa dois anos (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Segundo a cientista-chefe, o processo de imunização em ampla escala deve demorar ainsa dois anos (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em alerta na manhã desta quarta-feira, 9, a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, afirmou que a imunização ampla para populações contra Covid-19 é estimada apenas para 2022. Ela ressaltou que os grupos de risco possam receber a vacina em meados de 2021.

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Soumya explica que existe um longo processo de avaliação, licenciamento, fabricação e distribuição para serem enfrentados no sentido de vacinar em massa. A cientista indica que, em um cenário otimista, a chegada de vacinas a vários países deve acontecer de forma limitada no próximo ano, dando prioridade aos grupos de maior risco."Muitos acham que a vacina é a bala de prata, que vai chegar no dia 1 de janeiro e que vai, basicamente, resolver os problemas do mundo", disse a cientista. "Não vai ocorrer assim", acrescentou. 

As informações são do UOL e do Estadão.

Segundo Soumya, as primeiras doses devem ir para os profissionais de saúde, seguido por idosos e doentes crônicos. Após a imunização desses grupos, é que deverá ser ampliado o processo de produção."Lentamente, você vai cobrindo o resto da população e isso vai levar um par de anos", disse no encontro online.

Mesmo com a vacina, o mundo ainda vai demorar um tempo para poder voltar a uma certa normalidade. "É importante que as pessoas saibam que, quando a vacina chegar, vai levar tempo até que a produção seja ampliada, até que todos ou pelo menos 60% ou 70% da população consigam a imunidade da qual falamos, a imunidade de rebanho, que realmente pode desacelerar a transmissão", disse a cientista-chefe. Por isso, ela alertou também que os protocolos de segurança devem continuar sendo seguidos.

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"Todos precisam entender que não é por a OMS falar em acelerar processos que vamos comprometer a segurança dos produtos. Ainda precisamos seguir regras do jogo, precisa passar por testes clínicos para saber eficácia e segurança", alertou sobre países que tem tentado pular etapas da produção da vacina.

A declaração chega após a farmacêutica AstraZeneca anunciar que a vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, teve os estudos clínicos suspensos por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários participantes no Reino Unido.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por autorizar os testes da vacina no Brasil, confirmou por meio de comunicado oficial enviado ao G1 que foi notificada pela AstraZeneca com um pedido de suspensão dos testes. A vacina de Oxford, como ficou conhecida, é a principal aposta do governo brasileiro diante da pandemia de coronavírus.