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Coronavírus
NOTÍCIA

Testes com células-tronco para tratar casos graves de Covid avançam, aponta pesquisa

O tratamento experimental está sendo chamado de MSC e ajuda a diminuir a inflamação que o próprio organismo cria na tentativa de combater o novo coronavírus

11:20 | 18/08/2020
As células tronco são células similares às de embriões que podem se transformar em vários órgãos (Foto: Reprodução/TV Brasil)
As células tronco são células similares às de embriões que podem se transformar em vários órgãos (Foto: Reprodução/TV Brasil)

Uma pesquisa realizada por médicos espanhóis que busca um tratamento para casos de Covid-19 usando células-tronco está avançando, segundo dados da revista The Lancet. As células-tronco são células similares às de embriões que podem se transformar em vários órgãos. As informações são do portal UOL.

O tratamento experimental está sendo chamado de MSC e ajuda a diminuir a inflamação que o próprio organismo cria na tentativa de combater o novo coronavírus e, em seguida, ajuda o tecido pulmonar a se recuperar.

Os médicos espanhóis já testaram essa terapia em julho, em uma primeira fase, em um grupo de 13 pacientes que tinham sintomas graves da doença e estavam internados na UTI. Desses, 11 pacientes sobreviveram após as graves complicações.

No estudo, os cientistas afirmaram que a administração de células MSC do tecido adiposo, seguida de melhor clínica e mudanças de composição inflamatória e do sistema imune, sugere que houve "potencial efeito biológico das células". A pesquisa está sendo conduzida pelo médico Fermín Sánchez Guijo.

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Bons resultados

Os bons resultados da terapia MSC, assim chamada por usar células-tronco mesenquimais, já havia sido confirmado em março por uma equipe do Hospital Mount Sinai, em Nova York.

No primeiro teste dos médicos norte-americanos, 10 de 12 pacientes sobreviveram. A equipe do hospital já quer realizar as fases 2 e 3 dos testes simultaneamente e busca 300 voluntários para a pesquisa que está prevista para acontecer até abril de 2020.

Com os resultados promissores da primeira fase, a empresa Mesoblast que forneceu as células-tronco para o estudo do Hospital Mount Sinai já fez um pedido para a FDA, autoridade dos Estados Unidos que libera o uso de medicamentos no país, para produzir a terapia em larga escala.

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