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Coronavírus
NOTÍCIA

Prometendo higienizar produtos, "Cabine de Luz Ultravioleta" chega a unidades de supermercardo em Fortaleza

As máquinas foram instaladas ainda nesta semana e fazem parte de um conjunto de medidas inovadoras de higiene adotadas pela rede no combate ao novo coronavírus

Gabriela Almeida
17:43 | 05/08/2020
Cabine foi instalada nas duas unidades da rede em Fortaleza (Foto: Divulgação)
Cabine foi instalada nas duas unidades da rede em Fortaleza (Foto: Divulgação)

A "Cabine de Luz Ultravioleta" da rede de supermercados Carrefour chegou às duas unidades da empresa que estão localizadas em Fortaleza. O equipamento, antes visto apenas em lojas de São Paulo, tem a função de higienizar compras por meio de radiação e promete reduzir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus nesses espaços, de acordo com informações repassadas pela rede. 

Segundo empresa, as máquinas foram instaladas ainda nesta semana e fazem parte de um conjunto de medidas inovadoras de higiene adotadas pela rede no combate a doença. Em lojas de São Paulo, por exemplo, estão sendo testados métodos como puxadores de acrílico para abertura de geladeiras, painel de identificação dos clientes e câmera térmica para testar temperatura.

O equipamento é novidade para os supermercados cearenses que - em sua grande maioria, utilizam metodologias básicas de higienização para evitar a disseminação do vírus. Apesar disso, a rede Carrefour alertou que a máquina é apenas um "complemento" de hábitos - como o uso de álcool gel, máscaras e distanciamento físico, que devem seguir sendo adotados nos estabelecimentos.

Como funciona a cabine e sua eficiência

O processo de higienização ocorre logo após a compra. Segundo empresa, os itens são depositados na máquina e o equipamento começa a emitir radiação vinda da luz ultravioleta, que deve penetrar nas células de vírus, bactérias e outros micro-organismos e destruir ou modificar suas proteínas.

De acordo com Roberto Vinhaes, professor do departamento de física da Universidade Federal do Ceará (UFC), o comprimento muito pequeno da luz ultravioleta é o que faz com que esse processo ocorra, pois o coronavírus tem um tamanho médio que gira em torno de 120 nanômetro e - dessa maneira, seu organismo pode ser alcançado pela radiação. 

Quanto à comprovação de que o método funciona contra o novo coronavírus, o docente afirma que um estudo publicado em junho deste ano pela revista cientifica Nature, mostrou que a luz UVC (de baixa frequência) elimina até 99,9% dos vírus da família do corona, para um tempo de exposição de 25 minutos da superfície contaminada. 

Apesar de garantir que "algo parecido deve ocorrer com o Sars-CoV-2", o especialista informa que estudos seguem em andamento para comprovação desse fato. Em relação ao equipamento, Roberto afirma que seu funcionamento vai depender de fatores como o tamanho da superfície, a potência da lâmpada e o tempo de exposição do objeto.

Caso os alimentos sejam expostos a ondas muito intensas, por exemplo, podem ter sua estrutura e seu sabor prejudicados. "Além disso, o manuseio (da luz) requer extremo cuidado pois o risco de acidentes é grande", complementa o professor.

Assista a vídeo demostrativo