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Coronavírus
NOTÍCIA

Vacina produzida por laboratório chinês chega ao Brasil

As vacinas serão testadas em 9 mil voluntários, em duas etapas. Após a primeira aplicação, outra dose será injetada com o intervalo de 14 dias.

15:21 | 20/07/2020
Vacinas serão testadas por voluntários (Foto: Aurélio Alves)
Vacinas serão testadas por voluntários (Foto: Aurélio Alves)

O Brasil recebeu na madrugada desta segunda-feira, 20, 20 mil doses da vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech contra o novo coronavírus. Elas foram transportadas de Frankfurt, na Alemanha, até o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Agora elas estão aguardando por liberação, na alfândega do aeroporto. As informações são do G1.

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As vacinas serão testadas em 9 mil voluntários, em duas etapas. Após a primeira aplicação, outra dose será injetada com o intervalo de 14 dias. Esta é a terceira fase de testagens. Caso o estudo seja concluído até o final do ano, a vacina pode ficar disponível aos brasileiros no início de 2021. O acordo com a Sinovac permite 120 milhões de doses, suficiente para atender a 60 milhões de pessoas. Ainda no acordo está previsto que caso se comprove a efetividade dela, o Brasil receberá mais 60 milhões de doses para distribuição.

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Segundo o Governo de São Paulo, uma fábrica está sendo adaptada pelo Instituto Butantan a fim de produzir a vacina, com capacidade para até 100 milhões de doses vacinais. Ao anunciar a parceria em 11 de junho, o governador João Dória (PSDB) afirmou que se comprovada a eficária da vacina, a disponibilização dela ocorrerá pelo SUS em junho de 2021.

Oxford

Outra vacina está em terceira fase de testes. A vacina da Universidade de Oxford, no Reino Unido, será testada no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo, tendo sido a primeira a receber autorização da Anvisa para testes em território nacional.

A diferença entre as duas vacinas é a tecnologia usada por elas. A vacina fabricada no laboratório Sinovac Biotech é feita do modo tradicional, diferente da produzida por Oxford, que se utiliza de uma tecnologia ainda não usada em outras vacinas.

"A vacina de Oxford é uma tecnologia nova que não foi ainda utilizada na produção de outras vacinas, que não foi ainda utilizada em outras vacinas, que poderá ser até uma evolução na produção de vacinas. Mas além da demonstração e eficácia, ela precisará ter o seu processo produtivo validado por esses institutos", explicou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.