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Coronavírus
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Vídeo mostra emoção de pessoas recuperadas da Covid-19 no Ceará

Na sequência de imagens, pacientes de diferentes locais do Estado emocionam ao receberem alta hospitalar

Lais Oliveira
14:26 | 26/06/2020
Izabel Kristyany Rhein, 45, é uma das pacientes que aparece no vídeo recebendo alta do Hospital Leonardo da Vinci  (Foto: Arquivo Pessoal)
Izabel Kristyany Rhein, 45, é uma das pacientes que aparece no vídeo recebendo alta do Hospital Leonardo da Vinci (Foto: Arquivo Pessoal)

O ritual de comemoração que acompanha a alta dos pacientes internados por causa da Covid-19 revela a felicidade de quem superou a batalha contra o coronavírus. O POVO reuniu imagens de pessoas recuperadas da doença no Ceará, que totalizam 78.984, sendo 5.763 altas hospitalares e 73.221 curas, segundo atualização do IntegraSUS nesta sexta-feira, 26, às 10h39min

Um dos que aparecem no vídeo é o cearense Paulo Pinto Bezerra Júnior, 52, que ganhou um presente de aniversário antecipado no último dia 5 de junho. Depois de 10 dias de internação, ele recebeu alta no Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, e teve a oportunidade de comemorar em casa no dia seguinte, 6 de junho, mais um ano de vida.

Visivelmente emocionado no momento da alta, Paulo expressa gratidão aos profissionais do hospital que o cercavam. "Agradeci muito a eles porque o que fizeram foi muito importante na minha recuperação. Os médicos disseram que a situação era difícil, mas tinha jeito e eles iam fazer de tudo", relembra Paulo, já em casa, no Quixadá.

De acordo com ele, que por ser hipertenso faz parte do grupo de risco da doença, o período de internação trouxe medo, mas os cuidados médicos o tranquilizaram. "Quando sai do hospital minha família estava lá, minha esposa e meus três filhos. O que eu mais queria era estar em casa no dia do meu aniversário. Foi um presente de Deus", comenta.

Depois de recuperado, Paulo vai aos poucos retomando a rotina, e planeja em retornar às suas atividades como diretor de uma cooperativa de trabalho, atuando em home office. Ele relata o que mudou depois de ter passado pela doença que já vitimou mais de 104 mil pessoas no Estado. "Não tem como ser do mesmo jeito. Acho que o que mais mudou em mim é o desapego às coisas materiais. É pouco importante isso para mim daqui para frente", diz.

Para quem ainda luta com a doença ou tem familiares internados, Paulo deixa os ensinamentos: seguir as recomendações dos profissionais da Saúde e ter fé.

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A vida após a doença

Também recuperada da Covid-19, a gerente de loja Izabel Kristyany Rhein, 45, é uma das pacientes que aparecem no vídeo recebendo alta do Hospital Leonardo da Vinci no dia 3 de abril. Depois de 14 dias de internação, o reencontro emocionante de Izabel com a filha e o genro significou uma nova chance de vida.

"Tinha certeza de que morreria. Nem acreditava que estava voltando para casa. Na saída, é uma sensação de muito alívio, muita gratidão", recorda dois meses após a alta. Ela foi um dos primeiros casos positivos para a Covid-19 no Ceará, diagnosticada ainda em março depois de voltar de uma viagem do Rio Grande do Sul.

Atualmente, Izabel está de volta ao trabalho em uma loja de móveis planejados, seguindo os protocolos estabelecidos para a retomada na economia no Estado. Entretanto, ela admite que ainda convive com algumas sequelas da doença, como dificuldade para subir escadas ou fazer grandes esforços.

Izabel Kristyany Rhein, 45, é uma das pacientes que aparece no vídeo recebendo alta do Hospital Leonardo da Vinci
Izabel Kristyany Rhein, 45, é uma das pacientes que aparece no vídeo recebendo alta do Hospital Leonardo da Vinci (Foto: Arquivo Pessoal)

Ela também faz terapia para evitar os traumas decorrentes da Covid-19. "Você tem medo da forma como vai morrer, asfixiado. Tinha medo de não voltar para casa, para minhas filhas, meu marido. Sou super apegada a minha família", afirma.

Izabel ressalta a importância do suporte médico durante a internação e manifesta sua solidariedade com as pessoas que perderam entes queridos para a Covid-19. Ela própria teve uma tia, residente no Pará, que morreu em decorrência da infecção pelo coronavírus. "Não é só um número. Fiquei com muito sentimento de solidariedade, de ter emoção pelo próximo e sentir o pesar dessas pessoas", finaliza.