PUBLICIDADE
Coronavírus
NOTÍCIA

OMS saúda resultados iniciais do tratamento de pacientes graves da Covid-19 com dexametasona

A OMS ressalta que o benefício foi visto apenas em pacientes críticos da Covid-19, sem observação de resultados em pacientes em situação mais leve da doença

Ismia Kariny
09:14 | 17/06/2020
A dexametazona deu bons resultados nas pesquisas da Universidade de Oxford que buscam medicamentos para o tratamento e combate à Covid-19 (Foto:  JUSTIN TALLIS / AFP)
A dexametazona deu bons resultados nas pesquisas da Universidade de Oxford que buscam medicamentos para o tratamento e combate à Covid-19 (Foto: JUSTIN TALLIS / AFP)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu de forma positiva os resultados preliminares dos ensaios clínicos desenvolvidos pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, sobre o uso de dexametasona para casos grave de Covid-19. De acordo com o estudo, o corticóide é a primeira droga que, comprovadamente, reduz a incidência de mortes pelo coronavírus. Os resultados foram apresentados pelos cientistas na última terça-feira, 16.

A Organização destacou que o tratamento pode salvar vidas, tendo resultados positivos para pacientes em ventilação mecânica, que tiveram redução em cerca de um terço na mortalidade. No caso de pacientes que necessitam apenas de oxigênio, a mortalidade foi reduzida em cerca de um quinto, de acordo com resultados preliminares compartilhados com a OMS.

"São ótimas notícias e parabenizo o governo do Reino Unido, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para esse avanço científico que salvou vidas", disse o diretor-geral da OMS, doutor Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Conforme a Organização Mundial da Saúde, a dexametasona é um esteroide usado desde a década de 1960 para reduzir a inflamação em uma variedade de condições, incluindo distúrbios inflamatórios e certos tipos de câncer. O fármaco está listado na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da OMS desde 1977 em várias formulações e atualmente está fora da patente e disponível na maioria dos países.

“Os pesquisadores compartilharam idéias iniciais sobre os resultados do estudo com a OMS, e estamos ansiosos para a análise completa dos dados nos próximos dias. A OMS coordenará uma meta-análise para aumentar nossa compreensão geral dessa intervenção”, complementa a OMS em nota. De acordo com a Organização, as orientações clínicas serão atualizadas para refletir como e quando o medicamento deve ser usado no Covid-19.