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Coronavírus
NOTÍCIA

Brasil detém 23% dos casos de coronavírus que foram registrados nas Américas

O País representa ainda 21% das mortes pela patologia que ocorreram no continente americano

Gabriela Almeida
16:17 | 17/06/2020
Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos em relação ao número de infectados pelo novo coronavírus no continente americano (Foto: Foto: AURELIO ALVES)
Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos em relação ao número de infectados pelo novo coronavírus no continente americano (Foto: Foto: AURELIO ALVES)

Com mais de 900 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus, o Brasil detém 23% de todos os casos de contágio da doença que foram registrados nas Américas. De acordo com informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (ONU), na terça-feira, 16, o País representa ainda 21% das mortes pela patologia que ocorreram no continente americano.

Segundo ONU, as afirmação foram ditas pela diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, durante conferência realizada na última terça. Segundo especialista, o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos, que representa atualmente 54% de todos os casos da doença na região das Américas.

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Na ocasião, Carissa demonstrou ainda preocupação com o fato de que o novo coronavírus continua acelerando nesses países, assim como no restante do continente, e destacou a necessidade de combater o vírus mediante atuações das organizações de saúde nas fronteiras, onde considera que novos picos da doença estariam surgindo.

Etienne justificou posicionamento explicando que a “Guiana Francesa passou de 140 casos para 1.326 em um único mês, coincidindo com um aumento de infecções no estado vizinho do Amapá, no Brasil”. Novas infecções também estariam acontecendo em estados localizados no norte do País e na região amazônica, que fazem fronteira com os países Guiana e Suriname e com Venezuela e Colômbia, respectivamente.

O aumento de casos nas áreas fronteiriças, ainda segundo a chefe da Organização, ocorre porque essas regiões abrigam comunidades que vivem em situação de vulnerabilidade frente a pandemia, pois não têm acessos a infraestruturas adequadas de saúde ou a sistemas de vigilância sanitária.