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Coronavírus
NOTÍCIA

Fim de semana é marcado por aglomerações no comércio, paredões de som e festas

Entre sábado e domingo, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) encontrou 16 irregularidades. Ao longo da semana, 151 empresas foram fechadas; governador pediu colaboração da população

Bruna Damasceno
21:36 | 14/06/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 13-06-2020: Agolmeração de pessoas nas redondezas da Catedral da Sé de Fortaleza, e na Rua José Avelino. Em epoca de COVID-19. (Foto: Aurelio Alves/O POVO) (Foto: O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 13-06-2020: Agolmeração de pessoas nas redondezas da Catedral da Sé de Fortaleza, e na Rua José Avelino. Em epoca de COVID-19. (Foto: Aurelio Alves/O POVO) (Foto: O POVO)

Calçadas apinhadas de gente e um vai e vém de consumidores que caminhavam lado a lado. O cenário de aglomeração, registrado neste sábado,13, no Centro da Cidade, tem se repetido nas praias, shoppings e outros centros comerciais espalhados pela Capital. Somente nos últimos cinco dias em Fortaleza, 151 estabelecimentos foram fechados por descumprir diretrizes do decreto estadual de isolamento social.

As ocorrências ocorreram entre 8 e 13 de junho, durante uma operação da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis). Um total de 340 pontos foi supervisionado neste período, incluindo feiras, shoppings e agências bancárias. Apenas no fim de semana, foram 16 irregularidades encontradas.

As aglomerações também se espalharam por meio de festas particulares com cerca de 50 pessoas nos bairros Vila Velha e Centro, e ainda motoristas trafegando irregularmente em carros com paredão de som, nas dunas do Parque Municipal da Sabiaguaba.

No sábado, O POVO percorreu algumas ruas no Centro e observou uma movimentação intensa em frente ao Fontenelle Mall, na rua Alberto Nepomuceno, próximo ao Mercado Central. Na esquina da José Avelino com Alberto Nepomuceno, feirantes vendiam roupas, entre outras mercadorias, e consumidores próximos uns dos outros olhavam, tocavam as peças, alguns sem máscara ou utilizando de forma inadequada. A Agefis esteve no local para fiscalização.

Situações como essa aumentaram após a flexibilização das atividades econômicas quando comparadas com o primeiro fim de semana do isolamento rígido na Capital, no último 10 de maio. À época, sete feiras foram encerradas, um paredão de som foi apreendido e dois estabelecimentos foram fechados.

Segundo o diretor de Operações da Agefis, Neuvani Vasconcelos, a maioria das irregularidade é de empreendimentos descumprindo os horários de funcionamento ou aberturas de segmentos que não está nesta fase de retomada da economia. Outro ponto, acrescenta, é que o comércio aberto tem atraído mais pessoas às ruas.

"O que tem acontecido muito também é a formação de filas antes dos estabelecimentos abrirem, com muita aglomeração. Estamos distribuindo máscaras, álcool em gel, mas, sobretudo, orientando a sair quando é necessário e tomando todos os cuidados", frisa.

Nas redes sociais, o governador Camilo Santana (PT) se pronunciou sobre as aglomerações neste fim de semana e pediu o apoio da sociedade para manter as medidas de isolamento social contra o avanço da pandemia.

"Muitas pessoas continuam ignorando os seguidos alertas de que a situação não é de normalidade. A pandemia continua. Já conversei com nossas equipes e o Roberto Cláudio (PDT) com as da prefeitura para intensificar a fiscalização. Mas, se não houver a colaboração de todos, tudo ficará muito mais difícil", disse.

Camilo destacou que o processo de retomada só avançará se os números da Covid-19 não voltarem a subir. "E isso só ocorrerá se houver a conscientização de todos. A economia é muito importante. As pessoas precisam trabalhar. Mas, sem a saúde sob controle, não há vida normal", finalizou. No Ceará, o decreto de isolamento social foi prorrogado por mais sete dias no último sábado, 13.