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Coronavírus
NOTÍCIA

Operação "Covideiros": PF investiga saques indevidos de auxílio emergencial no interior do Ceará

Operação da Polícia Federal foi deflagrada em São Paulo, com apoio da Caixa e Polícia Militar do estado

Rubens Rodrigues
11:29 | 10/06/2020

A Polícia Federal deflagrada a Operação Covideiros nesta quarta-feira, 10, em São Paulo, para investigar saques indevidos de auxílio emergencial. A maioria dos saques ocorreu em São Paulo, mas há também três mandados de busca e apreensão nas cidades cearenses de Morrinhos, Quixeré e Russas.

A operação ocorre em conjunto com a Caixa Econômica Federal e com a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Mais de 40 policiais federais e outros 40 policias militares participam da ofensiva, com apoio de 14 empregados da Caixa. Ao todo, são cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Desses, cinco são em SP. Há ainda dois mandados de prisão temporária na capital paulista. Mandados foram expedidos pela 4ª Vara criminal da Justiça Federal de São Paulo/SP.

Além da operação deflagrada nesta quarta, salas de autoatendimento de agências da Caixa são monitoradas de forma estratégica, em tempo rela, por equipes da PF, da Polícia Militar (em São Paulo) e da própria Caixa. A operação ganhou o nome de "Covideiros" porque é dessa forma que os fraudadores do benefício, concedido em virtude da pandemia de Covid-19, têm sido chamados pelos órgão de persecução penal.

O crime

A Polícia Federal informou que os crimes são praticados a partir de cartões cidadãos de beneficiários reais que foram clonados em casas lotéricas do Ceará. Depois, os criminosos produzem cartões clonados com esses dados no estado de São Paulo.

"Posteriormente, as senhas vinculadas aos cartões clonados são recadastradas em casas lotéricas localizadas na zona leste de São Paulo/SP (os funcionários dessas casas lotéricas são cooptados pela associação criminosa, recebendo instruções remotamente e auferindo parte dos lucros gerados com as fraudes)", explica a PF. "Tal ato possibilita que os fraudadores efetivem os saques ambicionados e evita que o real beneficiário usufrua do valor que é seu de direito".

Por último, são arregimentadas pessoas que, de posse de vários cartões clonados vão às agências bancárias em horários de pouca movimentação para realizar as tentativas de saque. As pessoas investigadas na operação "Covideiros" responderão pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa. Elas podem pegar até 11 anos de prisão.