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Coronavírus
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OMS recua e diz que pessoas assintomáticas podem transmitir coronavírus

Segundo a Organização Mundial da Saúde, estudos ainda estão sendo realizados, e declarações de Maria van Kerkhove levantam o questionamento sobre diferenças entre pacientes assintomáticos e pré-sintomáticos

22:00 | 09/06/2020
Maria van Kerkhove voltou a falar sobre a questão dos assintomáticos para esclarecer dados sobre a transmissão de Covid-19 (Foto: Christopher Black / OMS)
Maria van Kerkhove voltou a falar sobre a questão dos assintomáticos para esclarecer dados sobre a transmissão de Covid-19 (Foto: Christopher Black / OMS)

Um dia após a declaração de Maria van Kerkhove, chefe do programa de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), a entidade afirmou que pessoas assintomáticas podem transmitir o novo coronavírus. Segundo nota, o que está em estudo é o quanto tais paciente podem infectar outras pessoas.

Na última segunda-feira, dia 8, a holandesa declarou que parecia rara a transmissão por pacientes que não demonstravam sintomas. A especialista, porém, nesta terça, afirmou que seria preciso esclarecer o mal entendido, e, por isso, pesquisas concretas ainda estão em andamento.

A chefe do programa de emergência da OMS afirmou que a maioria das transmissões já conhecidas por especialistas passam por gotículas infectadas de pessoas com os sintomas, o que não ocorreria com quem não tem sintomas. Porém, ela desta vez acrescentou que uma transmissão global assintomática ser considerada rara é um mal entendido, já que ela estaria se referindo a um subconjunto de estudos, além de dados ainda não publicados.

Maria van Kerkhove citou estimativas que sugerem que entre 6% e 41% da população podem estar com o vírus, sem apresentar sintomas. Parte delas podem estar assintomáticas e outra pode estar pré-sintomática.

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Nesta segunda feira, durante a análise, Kerkhove indicou dados de países com uma grande capacidade de rastreio e testagem, e uma análise apontou que muitos desses pacientes tiveram, na verdade, leves sintomas da infecção. Portanto, apesar de parecerem assintomáticos, eles tinham traços de consequência de contágio.

A declaração foi bastante polêmica, por soar ambígua — o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), aproveitou a deixa para mais uma vez clamar pelo fim do isolamento social.

O diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Harvard, Ashish K. Jha, procurou ajudar a esclarecer a declaração, no Twitter. Ele explica sobre a possibilidade de muitos dos ditos assintomáticos espalharem o vírus antes de desenvolver os sintomas, sendo, portanto, pré-sintomáticos.

Segundo Ashish, 20% das pessoas com coronavírus não apresentarão sintomas. Ele explicou que a OMS trabalha com essa diferenciação, entre assintomáticos e pré-sintomáticos, sendo os últimos em maior número do que o primeiro.

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