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Coronavírus
NOTÍCIA

Projeção de instituto prevê 8.679 mortes no Ceará até 4 de agosto

Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington fez os cálculos a partir dos resultados do estado como taxa de abertura de leitos, isolamento e óbitos, fazendo estimativas reais e também as mais positivas ou mais críticas

Flávia Oliveira
16:15 | 13/05/2020
Avaliação do enfrentamento ao coronavírus será tema crucial da campanha (Foto: Júlio Caesar)
Avaliação do enfrentamento ao coronavírus será tema crucial da campanha (Foto: Júlio Caesar)

O Ceará pode ter 8.679 óbitos causados pelo novo coronavírus até 4 de agosto, de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira, 13, pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington. De acordo com a pesquisa, de 2.894 a 18.592 pessoas podem morrer por causa da infecção pelo novo coronavírus, a depender de uma série de variáveis.

Ainda de acordo com IHNE, que fez as análises a partir da situação do momento em cada região estudada - como adesão ao isolamento social, abertura de novos leitos e aquisição de equipamentos como respiradores, o Ceará pode passar pelo maior déficit de leitos até o dia 3 de junho, quando seriam necessários 4.843 leitos (enfermaria e UTI) disponíveis, sendo a melhor estimativa em 1.160 leitos e a pior, em 12.922. Nessa data, ainda segundo as projeções, o Ceará deverá ter 3.428 leitos ao todo.

Para o Brasil, seriam 88,2 mil mortes, sendo 30,3 mil mortos no cenário menos grave e 193,8 mil, no pior. O documento inclui ainda projeções para oito estados do País, os primeiros a registrarem mais de 50 casos. São Paulo deve ser o ente da federação mais afetado, com quase 39 mil óbitos e o Paraná o mais poupado, com menos de 250.

"As projeções do IHME para mortes no Brasil indicam claramente que o sistema de saúde do País está enfrentando um desafio assustador", disse o diretor do IHME, Dr. Christopher Murray. "Nosso objetivo em anunciar esses resultados é informar aos decisores políticos a melhor forma de controlar e mobilizar para o Covid-19".

A previsão atual do IHME dura até 4 de agosto e, como Murray observou, as projeções do Instituto mudam à medida que novos dados são adquiridos e analisados. Estados adicionais serão adicionados às próximas previsões e, por causa disso, flutuações são esperadas. (Com agências)

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