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Coronavírus
NOTÍCIA

32% dos estudantes cearenses do ensino superior privado perderam o emprego na pandemia

Mudança forçada para o sistema de ensino a distância também desagrada aos estudantes, revela a pesquisa do Quero Bolsa

Ismia Kariny
10:04 | 30/04/2020
O estudo ouviu 269 profissionais que trabalham em diversas organizações (Foto: AFP)
O estudo ouviu 269 profissionais que trabalham em diversas organizações (Foto: AFP)

Pesquisa realizada pela plataforma Quero Bolsa aponta que, no Ceará, 32% dos estudantes do ensino superior perderam o emprego durante a pandemia da Covid-19. Conforme o levantamento, 47% mantiveram a ocupação e 21% não tinham emprego. A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 7 de abril, com 4.491 participantes, em 406 instituições de ensino privada. No Ceará, foram 147 respondentes.

Entre os entrevistados pela plataforma, 34,7% responderam que têm baixa chance de manter a mensalidade em dia, enquanto 29,2% disseram que essa possibilidade é alta. A chance de evasão é considerada alta para 29,2%, enquanto 33,3% disseram que essa possibilidade é pequena.

Outro dado destacado pela pesquisa revela que os estudantes consideram receber informações corretas das instituições de ensino superior, durante esse período de calamidade pública. Para 82,2% dos entrevistados, as instituições estão atualizando os estudantes. Já 17,8% declararam o contrário.

MUDANÇA FORÇADA PARA O ENSINO A DISTÂNCIA (EAD) DESAGRADA

Nos últimos cinco anos, segundo dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 50,4% dos estudantes não têm a estrutura mínima para a realização do EaD (internet em casa e pelo menos um celular ou computador). Entretanto, por conta da pandemia e do isolamento social, muitas instituições de ensino presenciais migraram forçadamente para o EaD para poder continuar o semestre letivo.

Essa mudança forçada tem desagradado aos estudantes, conforme sugere a pesquisa. 54,2% dos entrevistados declararam baixa satisfação em relação a adaptação dessa modalidade de ensino. A mudança foi considerada positiva para apenas 14,6%, que indicaram alta satisfação. Em contrapartida, 73,5% dos entrevistados responderam que têm a percepção de que o EaD tem menor qualidade em relação ao ensino presencial.