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Coronavírus
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Estudo aponta que partículas do coronavírus ficam "suspensas no ar" em hospitais

Segundo a pesquisa divulgada na revista Nature, o vírus Sars-CoV-2 pôde ser detectado em unidades de saúde Wuhan e nas proximidades delas

19:10 | 27/04/2020
 Wuhan, na China (Foto: AFP)
Wuhan, na China (Foto: AFP)

Pesquisa realizada por cientistas e divulgada na revista de ciência Nature, nesta segunda-feira, 27, detectou o vírus da Covid-19, Sars-CoV-2, no ar de ruas e avenidas próximas a hospitais de Wuhan, na China. De acordo com informações do jornal O Globo, o estudo mostrou que partículas em suspensão do vírus, em aerossol, podem ficar suspensas no ar por tempo indeterminado.

Segundo a reportagem, os especialistas chineses que realizaram a pesquisa não determinaram ainda o potencial de infecção das partículas encontradas em suspensão no ar, mas a descoberta é importante para alertar sobre a “necessidade de evitar multidões, manter a boa ventilação e realizar desinfecção cuidadosa de todos os ambientes”.

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Nos hospitais, os ambientes com a maior concentração do novo coronavírus no ar foram as salas usadas para a retirada dos Equipamentos de Proteção (EPIs) por profissionais de saúde. Já em lugares próximos aos hospitais, como prédios residenciais e supermercados, o vírus foi localizado no ar com uma concentração inferior a das unidades de saúde. Apenas em uma área aberta, por onde passava mais gente, existiu uma concentração de partículas maior.

De acordo com matéria, a pesquisa aponta que a concentração do vírus é determinada pela quantidade de pessoas infectadas que transitam no espaço, sendo menos provável encontrar as partículas em ambientes abertos e que passem por uma constante "higienização".

 

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