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Coronavírus
NOTÍCIA

Cerca de quatro mil servidores do Tribunal de Justiça estão em regime de teletrabalho durante pandemia

O órgão já utilizava o sistema mesmo antes da quarentena. Segundo Luis Eduardo Menezes, superintendente de administração do TJ, objetivo é adotar aos poucos o teletrabalho para facilitar os atendimentos

Gabriela Feitosa
12:34 | 27/04/2020

Passou de cem para quatro mil o número de servidores do Tribunal de Justiça que passaram a trabalhar em casa, usando o teletrabalho, em decorrência da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A informação é do superintendente de administração do TJ, Luis Eduardo Menezes, que deu entrevista à rádio O POVO/CBN na manhã desta segunda, 27. O órgão já utilizava o sistema antes mesmo da quarentena, em alguns cargos específicos, mas número de servidores fazendo teletrabalho aumentou. Ainda segundo Luis, o TJ pretende adotar método.

"Nesse momento agora, que estamos chamando de Teletrabalho Extraordinário, todos foram para o home office. Os processos de julgamentos não caíram a produtividade. Nossa produtividade está estabilizada", garante Luis. O TJ já utilizava a tecnologia para que as pessoas não precisassem ir tanto aos fóruns sem necessidade e o número de atendimento presenciais já vinham diminuindo. "É assim que estamos trabalhando para que cada vez mais, independente do momento, as pessoas não precisem ir tanto ao Fórum", comenta o superintendente.

Hoje, o Fórum Clóvis Beviláqua está funcionando sem contato presencial, com raras exceções, segundo Luis. As sessões acontecem por videoconferência e as audiências, que muitas vezes precisam da presença de outros órgãos, são realizadas em um software específico desenvolvido para esses casos.

O Tribunal de Justiça também conta com um Comitê da Crise por conta da Covid-19, que vem discutindo possibilidade de flexibilização do isolamento social e retorno das atividades. De acordo com Luis Eduardo, o teletrabalho não tem tido má retorno e mesmo após fim da quarentena, as sessões podem continuar acontecendo de forma virtual. "A gente precisa estudar e se preparar. Não só de tecnologia, mas de comportamento", encerra o superintendente.