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Coronavírus
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Veja como funciona serviço de mensagens via drone no Recife

Iniciativa contra o coronavírus pretende estimular população de 15 comunidades da cidade a respeitarem a quarentena

17:38 | 17/04/2020
Modelo de drone (Foto: Imagem de S. Hermann & F. Richter / Pixabay)
Modelo de drone (Foto: Imagem de S. Hermann & F. Richter / Pixabay)

"Atenção. Esta área está sob isolamento social, pedimos que respeitem as orientações e alertas para desocupação imediata. Favor, retornar aos seus lares”. Esta é a mensagem que moradores de 15 comunidades do Recife escutam, desde segunda-feira, 13, de cinco drones que sobrevoam as áreas de difícil acesso da cidade e com menor índice de isolamento social. A ação, promovida pela Secretaria de Inovação Urbana da Prefeitura do Recife, visa incentivar a população a permanecer em quarentena, medida essencial para o combate à disseminação do novo coronavírus.

“Cerca de 70% da área do Recife é formada por morros e áreas de difícil acesso e a utilização dos drones amplia nossa capacidade de comunicação com as comunidades”, pontua Tulio Ponzi, secretário Executivo de Inovação Urbana. “Atualmente os drones percorrem cerca de 15 comunidades diariamente, entre 8 e 17 horas, e a aceitação é muito boa. Ao mesmo tempo em que causa um certo estranhamento e surpresa junto aos adultos pelo ineditismo, causa felicidade nas crianças”, completou Ponzi.

A capital pernambucana foi eleita como a que mais respeita o distanciamento social nessa terça-feira, 14, com 55,6% das pessoas reclusas, segundo o Índice de Isolamento Social elaborado pela In Loco, empresa que, a partir de uma base de dados com mais de 60 milhões de dispositivos móveis em todo o Brasil, mapeia o cumprimento da quarentena. O índice de isolamento, entretanto, é considerado distante do ideal, que seria de 70%, motivo pelo qual a Prefeitura passou a reforçar as mensagens para áreas de comunidades com difícil acesso.

A Prefeitura do Recife conta que a iniciativa com drones reforça as ações já realizadas para apoiar ações educativas, como envio de carros de som e mensagens via celular para cidadãos de localidades com menor índice de reclusão domiciliar. (Por Katarina Moraes)

 

Do Jornal do Commercio, via Rede Nordeste