PUBLICIDADE
Coronavírus
NOTÍCIA

Cotado para substituir Mandetta, Nelson Teich chega a Brasília para reunião com Bolsonaro

Oncologista é tido como um dos principais nomes para assumir o Ministério da Saúde. Em artigos recentes, ele defendeu o isolamento horizontal contra o coronavírus, ao contrário do presidente

13:27 | 16/04/2020
Teich está sendo cogitado por Bolsonaro para substituir Mandetta (Foto: Divulgação/CNN)
Teich está sendo cogitado por Bolsonaro para substituir Mandetta (Foto: Divulgação/CNN)

O oncologista Nelson Teich, cotado para assumir o Ministério da Saúde no lugar do atual ministro, Luiz Henrique Mandetta, chegou a Brasília na manhã desta quinta-feira, 16. As informações são do G1 e Bom Dia Brasil.

Ao desembarcar no aeroporto da cidade, ele não quis responder perguntas. Depois, se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Em meio à crise da pandemia do coronavírus, a relação entre Bolsonaro e Mandetta se desgastou. Uma das principais discordâncias entre o ministro e o presidente é sobre o isolamento da população como estratégia para conter o avanço do vírus.

Mandetta é favorável ao chamado isolamento horizontal (para todas as pessoas). Bolsonaro defende medidas mais brandas, como o isolamento vertical (apenas para aqueles do grupo de risco).

Em artigo recente sobre a pandemia, Teich se mostrou a favor do isolamento horizontal, como Mandetta.

"Diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento", escreveu ele no dia 3 de abril.

Entre os pontos que Teich vai defender, caso vire ministro, é a testagem em massa da população, que considera fundamental no combate ao vírus.

Oncologista, Nelson Luiz Sperle Teich é do Rio de Janeiro e, nos anos 1990, foi responsável pela fundação Grupo COI (Centro de Oncologia Integrado) onde atuou até 2018. Hoje, segundo seu perfil em uma rede social, atua como consultor em saúde.

De setembro do ano passado até janeiro deste ano, prestou orientações ao Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde.

 

Acesse a cobertura completa do Coronavírus >