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Coronavírus
NOTÍCIA

Rede pública tem 245 pacientes internados por Covid-19; 120 ocupam leitos de UTI

Informação foi ressaltada por Dr. Cabeto na manhã desta terça-feira, 14

13:21 | 14/04/2020
(Foto: DIVULGAÇÃO)

Em coletiva virtual na manhã desta terça-feira, 14, o secretário da Saúde do Estado, Dr. Cabeto, informou sobre o estado de alguns pacientes de Covid-19 no Estado. Segundo o titular, 245 pessoas estão internadas pela doença em unidades de saúde públicas do Estado, sendo 120 em leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). 

Nos leitos que não são de UTI, a demanda de pacientes se aproxima de 50%. Segundo o secretário, os pacientes que apresentam sintomas da doença estão chegando muito tarde aos hospitais. Isso pode gerar uma ocupação rápida de leitos de UTI destinados ao combate do novo coronavírus. A estimativa da Sesa é de que esses pacientes da rede pública estão chegando em um período de três dias a mais em comparação com os pacientes que estão na rede privada.

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Segundo o secretário, o isolamento social tem sido muito eficiente em reduzir o pico epidêmico que a Sesa aguardava no Ceará. "Prevíamos um esgotamento no número de leitos que não ocorreu devido ao isolamento precoce".

19.200 testes chegaram ao Estado e serão utilizados respectivamente para profissionais de saúde e profissionais da segurança; 37 mil exames rápidos serão aplicados em profissionais de saúde do interior, em pacientes com mais de sete dias de sintomas e no sistema prisional. Uma compra de outros 50 mil também está prevista para chegar ao Ceará.

A secretaria também iniciou o rastreamento de contatos. A medida acompanha pessoas que estiveram com a doença e apresentaram alta hospitalar, além de pessoas próximas ao paciente. Segundo o secretário, o foco será em conhecer o perfil das pessoas que estão ou estiveram com a doença.

O isolamento vertical está descartado no Estado e, segundo Cabeto, provavelmente haverá uma prorrogação no isolamento social. "Não achamos que é uma boa estratégia e estamos discutindo em melhorar o isolamento. É preciso que entendamos que o isolamento tem propiciado um momento  de não catástrofe".