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Coronavírus
Noticia

Grávidas em final de gestação precisam de atenção especial em meio à crise do coronavírus

Especialista afirma que gestantes não estão no grupo de risco, mas faz alerta para evitar possíveis riscos de prematuridade

16:28 | 25/03/2020
Momento inspira cuidados extras para grávidas (Foto: Rodrigo Carvalho/4/11/15)
Momento inspira cuidados extras para grávidas (Foto: Rodrigo Carvalho/4/11/15)

Diante da pandemia do novo coronavírus, é necessário atenção principalmente para as pessoas que estão dentro do grupo de risco. Diante disso, muitas pessoas têm se perguntado se as mulheres grávidas estão nesta classe. O médico Daniel Diógenes, especialista em medicina reprodutiva e diretor da Fertibaby, explica que apesar de não estarem no agrupamento mais vulnerável, as grávidas precisam redobrar cuidados e atenção durante a pandemia de coronavírus.

De acordo com o médico, a informação vem a partir do estudo de caso de 18 mulheres grávidas na China, que mostrou que onde 47% delas enfrentou problemas como parto prematuro ou a resolução da gravidez por cesariana devido às condições de saúde maternas após contrair a doença.

Isso não necessariamente é questão exclusiva decorrente do coronavírus. Daniel explica que qualquer infecção pode resultar em prematuridade e que, no caso da covid-19, a pneumonia é a responsável por fazer o bebê nascer antes do tempo. 

Ele reforça que partos prematuros são situações que colocam mães e bebês em risco e, por isso, todo cuidado é necessário. A recomendação do especialista é seguir os mesmos cuidados de qualquer pessoa para evitar contágio. “Nesse período mais crítico deve ter higienização das mãos, evitar aglomerações, ter uma boa alimentação para aumentar o sistema imunológico, por exemplo”, afirma o especialista.

Ele lembra que, como se trata de um novo vírus, ainda são necessários estudos mais detalhados e a medicina ainda não tem dados que comprovem os impactos negativos da doença para as grávidas e os bebês. “Até o momento não há registro de que o coronavírus cause má-formação nos fetos ou haja transmissão vertical, entre a mãe e o bebê no útero, como no caso da zika. Mas a transmissão pode ocorrer para a criança, quando nascida, da mesma forma que acontece para todos nós, ou seja, através das gotículas transmissíveis pelo ar”, informa Daniel Diógenes.

Confira algumas medidas preventivas

Lavar as mãos até metade dos pulsos, esfregando também a parte interna das unhas;

Usar álcool 70 para limpar as mãos antes de encostar em áreas como olhos, nariz e boca;

Tossir ou espirrar levando o rosto à parte interna do cotovelo;

Evitar multidões;

Usar máscara caso apresente os sintomas;

Evitar tocar olhos, nariz e boca antes de limpar as mãos;

Manter distância de pelo menos 1,50m de pessoas;

Limpar com álcool os objetos tocados frequentemente, como, por exemplo, o celular ou controle remoto de aparelhos;

Evitar cumprimentar com beijos no rosto, aperto de mãos ou abraçando;

Evitar sair de casa caso apresente algum sintoma da gripe;

Utilizar lenço descartável quando estiver com nariz escorrendo.