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Coronavírus
NOTÍCIA

Rodrigo Maia admite cortar salário de parlamentar

12:51 | 24/03/2020
Maia afirmou que "todos" terão dar sua parcela de contribuição em algum momento (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Maia afirmou que "todos" terão dar sua parcela de contribuição em algum momento (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda, 23, ver como necessária a ajuda de todo o poder público para bancar despesas de combate ao coronavírus e admitiu que a medida poderá incluir redução de salários de integrantes do Legislativo, do Judiciário e do Executivo. Maia estimou que o enfrentamento à pandemia pode alcançar a cifra de R$ 400 bilhões e o governo precisará utilizar todos os recursos disponíveis para enfrentar a pandemia.
"Tem que começar a gastar e se precisar tirar da política, Judiciário, de quem precisar tirar, vai tirar porque nós sabemos que o gasto para o enfrentamento dessa crise, tanto do ponto de vista social, econômico e, principalmente, da estrutura de saúde pública para garantir as vidas vai ser na ordem de uns R$ 300, R$ 400 bilhões", afirmou o deputado em entrevista à CNN Brasil.
Questionado se a Câmara discute reduzir salários de parlamentares, Maia afirmou que "todos" terão dar sua parcela de contribuição em algum momento. "Acho que todo o poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas sem impacto fiscal. Os salários no nível federal são o dobro dos seus equivalentes no setor privado, todos com estabilidade pelo mandato ou concurso", constatou o presidente da Câmara. "Na hora de organizar as despesas, o que a gente pode controlar, é importante que todos os servidores, os que têm mandato, contribuam."
Atualmente, o salário bruto de deputados e senadores é de R$ 33,7 mil. Somados os 594 parlamentares, o valor chega a pouco mais de R$ 20 milhões.
Fundos
Ainda na entrevista, Maia afirmou que o governo pode usar todos os recursos disponíveis, inclusive dinheiro dos fundos eleitoral, que financia as campanhas, e partidário, programado para custear as despesas do dia a dia das legendas, com o intuito de combater a crise. Há também alguns projetos na Câmara sobre esse tema.
"O governo, entendendo que precisa usar os R$ 2 bilhões, eu não vejo problema", disse o presidente da Câmara. "O tamanho do nosso problema não é pequeno. É muito grande. Todos os recursos que o governo entender necessário, certamente ele vai poder usar, de todos os Poderes", completou.
Em outra entrevista, desta vez pela internet e para o banco BTG, Maia vai apresentar ao governo uma proposta de emenda constitucional que institui o regime extraordinário fiscal de contratações exclusivamente para a crise.