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Coronavírus
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Ministro de Bolsonaro defende adiar eleições para política não atrapalhar combate ao coronavírus

Declaração ocorreu durante teleconferência com prefeitos de capitais. Luiz Henrique Mandetta ponderou que ações 'políticas' podem atrapalhar o combate à pandemia

16:02 | 22/03/2020
 A assessoria do Ministério da Saúde informou ao G1 neste domingo que a medida está sendo discutida com o Ministério da Educação.
A assessoria do Ministério da Saúde informou ao G1 neste domingo que a medida está sendo discutida com o Ministério da Educação. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em teleconferência com prefeitos de capitais, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu neste domingo, 22, o adiamento das eleições municipais previstas para este ano. Segundo o titular da pasta, a ação visaria evitar que ações "políticas" prejudiquem as medidas adotadas para o enfrentamento do coronavírus. Ele também disse que estuda-se a possibilidade de antecipar a formatura de estudantes de medicina como reforço no tratamento aos doentes. As informações são do Portal G1.

Em meio a conversa com o prefeito de Belém (PA), Zenaldo Coutinho, que reclamou da dificuldade de contato com a secretaria estadual de Saúde do Pará, Mandetta classificou eleições neste ano como uma 'tragédia'."Eu faço até uma sugestão para você discutirem. Está na hora de olhar e falar assim: 'Ó, adia, faz um mandato tampão desses vereadores, desses prefeitos'. Eleição no meio do ano é uma tragédia, vai todo mundo querer fazer ação política", disse Mandetta.

Antecipação da formatura de estudantes de Medicina é estudada

Ainda durante a teleconferência, Mandetta disse que o governo vai antecipar a formatura dos alunos de medicina que estejam no sexto ano e que "falta um mês, dois meses para se formar." A assessoria do Ministério da Saúde informou ao G1 neste domingo que a medida está sendo discutida com o Ministério da Educação

"Vamos acelerar, esses meninos são jovens. Eles não têm experiência mas eles podem fazer uma parte do atendimento. Eles têm 7.300 horas de capacitação. Faça uma imersão para eles, não para coloca-los no CTI, mas ele pode muito bem ajudar e trabalhar muito com aquela massa que está atrás", declarou o ministro.

Na última sexta-feira, 20, o Ministério da Educação publicou uma portaria autorizando estudantes dos dois últimos anos do curso de medicina e do último ano dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia a fazer estágio em unidades onde poderão auxiliar o combate à pandemia.

Os estudantes serão alocados em unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, rede hospitalar e comunidades, atuando exclusivamente nas áreas de clínica médica, pediatria, saúde coletiva e apoio às famílias, de acordo com as especificidades de cada curso. A permissão estará em vigor enquanto durar a emergência em saúde pública.

Respirador básico poderá ser produzido

Na mesma ocasião, o ministro declarou ainda que o governo federal planeja, em parceria com uma universidade e empresas, a produção de um respirador básico para ser distribuído no país. A medida procura auxiliar no tratamento de doentes infectados por Covid-19.

Na conversa, ele afirmou que, devido à alta da demanda provocada pela epidemia, o Brasil, assim como outros países, enfrenta dificuldades para comprar esses respiradores, que são usados principalmente em pacientes internados em UTIs.

"Você sonha com uma Ferrari, mas nós estamos desenhando com a Coppe-Rio, com algumas unidades do Brasil de produção, um respirador, um fusquinha, para que a gente possa ter com muita capilaridade", disse Mandetta.

Coppe é o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mandetta acrescentou que o país tem duas empresas que produzem esse tipo de respirador e as duas estão produzindo na capacidade máxima. Além disso, o governo brasileiro barrou as exportações desses equipamentos para que atendam à demanda interna.

Ele afirmou ainda que o presidente Jair Bolsonaro está fazendo um "chamamento" para que empresas que tenham "similaridade" possam ajudar na produção de peças e no aumento da fabricação de respiradores. Também conforme Mandetta, está sendo avaliada a possibilidade de renovar automaticamente o contrato de médicos que atuam no programa Mais Médicos.

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