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Coronavírus
NOTÍCIA

Sindicato pede paralisação de obras públicas: "Também são potencializadoras de contágio"

O presidente do Sinconpe, Dinaldo Diniz, pontua que é difícil cobrar das empresas a garantia de controle sobre a doença, uma vez que as atividades não sejam paralisadas. O risco, continua, se dá pela concentração de trabalhadores nos canteiros, principal ponto a ser evitado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Samuel Pimentel
15:30 | 20/03/2020
De acordo com presidente de sindicato, trabalhadores de obras públicas correm risco, já que não receberam recomendação para que paralisem atividades (Foto: EVILÁZIO BEZERRA)
De acordo com presidente de sindicato, trabalhadores de obras públicas correm risco, já que não receberam recomendação para que paralisem atividades (Foto: EVILÁZIO BEZERRA)

O Sindicato da Indústria e da Construção Pesada do Ceará (Sinconpe) lançou uma nota manifestando preocupação com a ordem, do Governo do Estado, para que as obras de infraestrutura em andamento prossigam. De acordo com o Sinconpe, a medida vulnerabiliza os trabalhadores do setor quanto ao coronavírus e vai contra o decreto do próprio Governo divulgado nessa quinta-feira, 19.

O presidente do Sinconpe, Dinaldo Diniz, pontua que é difícil cobrar das empresas a garantia de controle sobre a doença, uma vez que as atividades não sejam paralisadas. O risco, continua, se dá pela concentração de trabalhadores nos canteiros, principal ponto a ser evitado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Estranhamos a decisão do Governo em dar continuidade às obras de infraestrutura no Ceará durante este período que o isolamento social se faz necessário. Estamos falando de obras que podem chegar a ter mais de 200 trabalhadores atuando juntos. É difícil que as empresas consigam ter o controle, mesmo que disponibilizem os itens de prevenção", afirma.

De acordo com a nota, o Sinconpe segue em contato com as empresas afiliadas ou não e ressalta que o posicionamento visa minimizar o contágio do novo coronavírus, visto que o Ministério da Saúde e a OMS recomendam que aglomerações de pessoas sejam evitadas. "Não são só os trabalhadores, mas também suas famílias, afinal, quando eles saem das obras e vão para suas casas podem colocar todos os familiares em risco de contágio, principalmente grupos de riscos".

O POVO procurou o Governo do Estado para confirmar se as obras públicas seguem em andamento, mas ainda não recebeu retorno após contato.