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Em nota, Bolsonaro recua e diz que nunca teve intenção de agredir os Poderes. "Calor do momento"

Em dez pontos destacados no documento, ele afirma que não teve "nenhuma intenção de agredir quaisquer dos poderes" e justifica que suas palavras "por vezes contundentes, decorreram do calor do momento"
16:44 | Set. 09, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter Política
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) divulgou uma nota nesta quinta-feira, 9, uma manifestação pública a respeito da crise institucional entre os poderes da República. Em dez pontos destacados no documento, ele afirma que não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos poderes” e justifica que suas palavras “por vezes contundentes, decorreram do calor do momento”.

Contudo, o presidente retomou, embora mais leves, com as críticas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem responsabilizou pelas divergências entre os poderes. “Boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news”, escreveu o presidente. 

A declaração acontece logo após o presidente realizar um almoçou com o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), em Brasília. O encontro foi motivado pela crise institucional entre os poderes, agravada pelos ataques de Bolsonaro nos discursos do 7 de Setembro. Um avião da frota presidencial foi enviado para buscar o emedebista em São Paulo. O ex-presidente chegou à capital federal por volta das 11h30min.

LEIA MAIS l Paralisação dos caminhoneiros nas rodovias do Brasil: últimas notícias de hoje, 9

Confira nota na íntegra:

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

 

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República federativa do Brasil

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Infraestrutura: São registrados pontos de concentração em rodovias de 13 Estados

ECONOMIA
16:48 | Set. 09, 2021
Autor Agência Estado
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O Ministério da Infraestrutura informou nesta quinta-feira, 9, que houve uma redução de cerca de 35% nas tentativas de bloqueio em rodovias federais no início da tarde desta quinta-feira, 9. Com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a pasta afirmou que, às 14h30, ainda eram registrados pontos de concentração em rodovias federais de 13 Estados, no entanto, sem mais registros de interdições na malha.
A diminuição ocorre após movimento do governo federal para tentar estancar os protestos, que foram organizados na esteira das manifestações do 7 de setembro, convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o presidente conversam com lideranças dos caminhoneiros com objetivo de acabar com os bloqueios nas rodovias.
As reuniões acontecem após a divulgação de um áudio de Bolsonaro, gravado nesta quarta-feira, 8, em que pedia aos caminhoneiros para liberarem as estradas. O apelo do presidente levantou desconfiança entre seus apoiadores, o que fez com que Tarcísio precisasse circular um vídeo para confirmar a veracidade do pedido e endossá-lo.
No boletim mais recente sobre os protestos, o Ministério da Infraestrutura afirmou que a região Sul é a que concentra mais da metade das ocorrências registradas neste início da tarde. As aglomerações também seguem nos Estados da Bahia, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Maranhão, Rio de Janeiro e Tocantins.
A pasta informou ainda que, segundo a PRF, foi zerada a lista de pontos sensíveis com algum impedimento da saída ou entrada de caminhões. Em especial, Paulínia e São José dos Campos, em São Paulo.
Os novos corredores logísticos essenciais liberados pela PRF nas últimas horas foram: BR-285/Rio Grande do Sul (Passo Fundo); BR-285/Rio Grande do Sul (São Borja); BR-386/Rio Grande do Sul (Sarandi); BR-386/Rio Grande do Sul (Mato Castelhano); BR-381/Minas Gerais (Igarapé); BR-447/Espírito Santo (Porto de Capuaba).

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Bolsonaro almoça com Michel Temer e pede ajuda na negociação com os caminhoneiros

CRISE
16:36 | Set. 09, 2021
Autor Filipe Pereira
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O presidente Jair Bolsonaro almoçou nesta quinta-feira, 9, com o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), em Brasília. O encontro foi motivado pela crise institucional entre os poderes, agravada pelos ataques de Bolsonaro nos discursos do 7 de Setembro. Um avião da frota presidencial foi enviado para buscar o emedebista em São Paulo. O ex-presidente chegou à capital federal por volta das 11h30min.

O objetivo da conversa é solicitar ajuda sobre os atos de caminhoneiros bolsonaristas que, nos últimos dias, vêm bloqueando rodovias federais em todo o país. Em 2018, o então presidente Michel Temer enfrentou protestos similares, mas com pautas diferentes.

LEIA MAIS l Paralisação dos caminhoneiros nas rodovias do Brasil: últimas notícias de hoje, 9

O movimento de caminhoneiros pelo país tem origem na organização que emergiu na greve de 2018. Nesta quinta, o então Ministro da Segurança Pública do governo de Michel Temer (MDB), Raul Jungmann, disse: "O líder é o presidente da República". Ele atentou para o fato de que foi Jair Bolsonaro quem convocou a categoria a integrar os atos golpistas em favor de seu governo no feriado do 7 de Setembro.

Jungmann esteve na linha de frente da crise aguda de maio de 2018, quando bloqueios provocaram estado de emergência em diversos pontos do país e obrigaram o uso de forças federais. Em 2018, existia uma pauta dos caminhoneiros autônomos que foi, em parte, atendida pelo governo: a alta do diesel na bomba foi parcialmente revertida e a cobrança de pedágio por eixo suspenso de caminhões retirada.


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Lula sobre Bolsonaro: "Não é de direita. É mais para Hitler e Mussolini"

16:25 | Set. 09, 2021
Autor Filipe Pereira
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O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) avaliou nesta quinta-feira, 9, não acreditar que o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) possa ser classificado em um espectro de direita. Durante entrevista ao rapper Mano Brown, no terceiro episódio do "Mano a Mano", divulgado nesta madrugada, o petista defendeu que o mandatária seja equiparado a ditadores como Adolf Hilter e Benito Mussolini.

"O que tá acontecendo no Brasil não é uma disputa de direita e esquerda. É entre fascistas e democracia. Bolsonaro não é de direita. Ele tem que ser analisado mais pra Hitler e Mussolini do que pra um cara de direita. Porque ele não pensa. Ele não constrói um pensamento, ele constrói bobagem. Você não vê uma frase inteira dele dizendo alguma coisa que preste, é só bobagem", declarou Lula. 

 

 

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SP vai usar força se caminhoneiros insistirem em bloqueio nas rodovias

Motoristas
15:17 | Set. 09, 2021
Autor Filipe Pereira
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O governo de São Paulo determinou que qualquer bloqueio de caminhoneiro que não seja desfeito por meio de negociações em estradas estaduais seja retirado à força pela Polícia Militar Rodoviária. Um teste ocorreu nesta manhã de quinta-feira, 9, quando a PM conseguiu ver a rodovia Anhanguera desbloqueada na altura de Limeira (145 km de São Paulo). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

LEIA MAIS l Paralisação dos caminhoneiros nas rodovias do Brasil: últimas notícias de hoje, 9

Os motoristas estão nas ruas desde o 7 de Setembro, para apoiar manifestações golpistas de Jair Bolsonaro. A situação é de alerta, tendo em vista que São Paulo é governado por João Dória (PSDB), o maior rival político do presidente no grupo dos chefes estaduais. Entre integrantes da gestão tucana, desde quarta-feira, 7, há o temor de ações coordenadas visando afetar a estabilidade do governo paulista.

Ainda de acordo com a reportagem, o clima começou a ficar menos tenso desde que Bolsonaro pediu para que os caminhoneiros se desmobilizassem. O governo Dória, contudo, não tem gestão sobre as rodovias federais que cruzam o estado — sendo a problemática de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde houve registro de ações em duas delas, a Dutra e a Régis Bittencourt.

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Associação de supermercados diz que não vê risco de desabastecimento com paralisação de caminhoneiros

ECONOMIA
13:32 | Set. 09, 2021
Autor Agência Estado
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O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, disse que a instituição monitora as movimentações de caminhoneiros junto ao governo federal e não vê risco de desabastecimento. "De ontem para hoje mais de 50% dos movimentos foram desmobilizados", afirma.

Ele diz ainda que a crise hídrica e outros fenômenos climáticos que interferem nos preços de insumos não chegam rapidamente às gôndolas dos supermercados e que, por meio de uma ampliação no conjunto de marcas o varejo consegue negociar melhor aumento de preços.

"Ocorrências climáticas e hídricas demoram para chegar aos pontos de venda. Muitas vezes o reflexo se dilui", afirma.

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