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Festival Vida & Arte
FVA

Milton Nascimento traz show "Semente da Terra" a Fortaleza neste sábado

11:48 | 23/06/2018
Foto: Nathalia Pacheco/Divulgação
Nas palavras do saxofonista norte-americano Wayne Shorter, “O dono de tesouro a ser repartido de maneiras ainda não imaginadas”. Para a lenda do folk Paul Simon, “O maior compositor brasileiro pós-Jobim”. Já segundo o pianista Herbie Hancock: “Têm melodias com simplicidade que vai direto ao coração”. Internacionalmente reconhecido, Milton Nascimento também guarda palavras bonitas de seus pares da Música Popular Brasileira: “Milton tem certa altivez, uma coisa de alma que sabe que é grande”, reconheceu Gilberto Gil. “Se Deus cantasse, seria com a voz do Milton...”, versou Elis Regina.
 
Já são quase seis décadas de uma carreira condecorada e Milton não planeja deixar os palcos. Aos 75 anos, Bituca (apelido carinhoso trazido da infância) já tem data para voltar à Capital. Ele integra a programação do Festival Vida&Arte, em show que acontece neste sábado, 23, às 22h30min, no palco Rachel de Queiroz. 
 
“É um show que tem várias coisas reunidas, a gente quis colocar tudo o que há de mais importante hoje em nossas vidas. A amizade, a união, a força dos Guarani Kaiowá, está tudo aqui neste show”, disse, em entrevista ao O POVO, o artista. A atual turnê chama Semente da Terra, alcunha dada por lideranças espirituais da Nação Guarani-Kaiowá a Milton numa cerimônia realizada em 2010. Ele foi batizado como Ava Nhey Pyru Yvy Renhoi (Semente da Terra), uma honraria rara para um não-indígena.
 
Para o repertório que trará a Fortaleza, o cantor elencou setlist marcado fortemente por músicas de temáticas sociais. É importante, destaca o artista, refletir sobre o momento político delicado de perdas de direitos sociais que o País tem vivido. “Vamos lembrar também dos tempos de Travessia, Clube da Esquina, e uma porção de outros sucessos que nós preparamos pra essa turnê. E a mensagem é de esperança, sempre”.
 
Sobre a aproximação maior com a causa indígena, Bituca destaca ser a turnê uma forma de jogar luz no assunto. “Os anos se passaram, mas a situação por lá (tribos) continua a mesma, então eu quis trazer esse assunto de volta. E resolvemos colocar o nome da turnê de Semente da Terra. É uma homenagem aos índios do Mato Grosso do Sul, mas também uma forma de atrair o interesse da opinião pública para dentro do cotidiano dos Guarani-Kaiowá”, completa.
 
O artista defende a força da música para levar a ações diretas. “Importante dizer também que um dos objetivos da turnê é conseguir um grupo de doadores/colaboradores para uma escola de música indígena no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul”, explica.
O show que chegará aos cearenses surge como consequência das três ultimas turnês de Milton: Uma Travessia - 2012, Linha de Frente — em parceria com Criolo em 2014 —, e o show Tarde, realizada em 2015. A tour tem direção artística de Danilo “Japa” Nuha, direção musical de Wilson Lopes (que também toca guitarra e violão), acompanhado de Beto Lopes (sete cordas), do baterista Lincoln Cheib, do contrabaixo de Alexandre Ito, dos vocais de Barbara Barcellos, do piano de Kiko Continentino e dos metais de Widor Santiago.
 
Você pode adquirir os ingressos para o show de Milton Nascimento (20 reais a inteira e 10 reais a meia) na bilheteria do Centro de Evento do Ceará ou no site do Festival Vida & Arte: http://festivalvidaearte.com.br/ 

MARCOS SAMPAIO