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Mestres da Cultura se encontram em momentos de exaltação das diferentes tradições

15:51 | 24/06/2018
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Um Mestre da Cultura já era mestre antes de ser. Homens e mulheres que são templos da cultura e das raízes do Ceará. Em si, riquezas que não podem ser mensuradas, mas são transmitidas como missão. Durante os dias de Festival Vida & Arte, a Sala Clóvis Rolim foi palco de encontro de mestres e celebração das tradições. No início da tarde deste sábado, 24, duas figuras separadas por 12 anos do recebimento do título se encontraram. Mestre Zé Pio, agraciado em 2005, e Mestre Macaúba, que iniciou em 2017, oficialmente, como Tesouro Vivo.
 
“Guardião de memórias dos vários bois que existiram na Capital”,  Mestre Zé Pio, em trajes vermelhos e brilhosos, traduz como a própria vida se mescla com a atuação: “tenho o maior ciúmes do meu boi, sem o meu boi não sou nada”. Segundo ele, a brincadeira do bumba meu boi estava “por detrás das paredes”, avalia, sobre a importância da valorização das manifestações. “O dever do mestre é passar o conhecimento dele para as novas gerações”, defende.  Zé Pio é um dos criadores do Boi Juventude e desenvolve trabalho social transmitindo a cultura do bumba meu boi com crianças.
 
Para Mestre Macaúba do Chorinho, o “orgulho é grande” ao receber a responsabilidade de passar os conhecimentos que adquiriu ao longo da vida sobre a música. Um dos mais respeitados bandolinistas do Brasil, ele repassa há mais de 60 anos o som. Com um orgulho bonito de se ver, eles mostraram um pouco dos tesouros que carregam. A sala se encheu com a melodia do bandolim. Já a dança do “boi” se fez passo firme nos pés das crianças.
 
Raymundo Netto, coordenador de projeto do O POVO, foi o responsável por mediar os encontros. “Apresentei nove mestres de áreas distintas. Esse pessoal não é artista porque quer ser, eles são artistas porque são. Têm uma história de cultura. Eles têm uma vontade de passar para as futuras gerações, que é a missão deles”, disse.
 
Em quatro encontros, um pouco das décadas vividas e dedicadas às tradições populares cearenses foram divididas com público. As artes do circo, das quadrilhas juninas, do fazer bonecos, da dança de coco e do repente são algumas das manifestações apresentadas. José de Abreu Brasil, o Palhaço Pimenta, na arte circense;  Dona Mazé, primeira mestre das Tradições Juninas do Ceará; Cacique Pequena, com a luta pela índios Jenipapo-Kanindé;  Almeida Rainha, do maracatu;  e Moisés Cardoso, com sua dança do coco participaram no primeiro dia do evento.
 
A arte do bonequeiro Chico Bento Calungueiro e a cantoria do repentista Geraldo Amâncio também foram apresentados hoje. 

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