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Carnaval
AEROLÂNDIA

Tradicional e familiar

Marchinhas de carnaval e hits de rádio animaram o carnaval no antigo mercado. Hoje, a festa acontece das 16 às 20 horas

Mercado da Aerolândia
Mercado da Aerolândia

O público que lotou o Mercado da Aerolândia no último domingo, 3, estava surpreso com a quantidade de foliões. É que o movimento do dia anterior havia sido fraco, e ninguém esperava tanta animação. Diziam que aquele era o carnaval mais democrático da Cidade, o mais autêntico e o mais "destrambelhado". Hoje, o local recebe as bandas Aquarela (infantil) e Fortaleza Folia, das 16 às 20 horas.

"É uma bagunça deliciosa. Parece carnaval de interior, com aquele monte de barraquinhas lá fora e, aqui dentro, todo mundo suado, pulando, dançando as marchinhas, jogando confete e serpentina", disse a assistente social Luciana de Andrade, que veio do Benfica para seu bairro de origem, onde ainda mora sua mãe. No palco, a banda Fortaleza Folia animava as duas com um repertório que ia dos clássicos da folia ao hits da rádio, passando por grandes sucessos do axé dos anos 1990.

Formado sobretudo por famílias, o público do carnaval da Aerolândia parecia formar uma grande unidade. São primos em diferentes graus, vizinhos, clientes, velhos conhecidos que se esbarram e se cumprimentam. A festa acontece no seu terreiro. Dançavam ao redor de dona Maria Pereira, que aos 79 anos, maquiada e fantasiada, rodopiava ao som das marchinhas que marcaram sua época. "Eu amo carnaval, amo dançar, amo isso aqui", disse entre um passo de dança e outro.

Na praça ligada ao mercado, o assistente técnico João Amadeu interrompia sua dança a cada minuto para posar diante das câmeras. Todos queriam ser fotografados ao seu lado, sua fantasia chamava atenção: com uma engenhosidade que se recusava a revelar, havia construído um Fofão (aquele da turma do Balão Mágico) que o carregava nos ombros. Durante toda a festa, sambou pra lá e pra cá na cacunda do boneco.

Em duas das extremidades do mercado, grupos de policiais garantiam a segurança dos foliões. Todos elogiavam o policiamento e a organização da festa. Nas ruas de acesso à estrutura, banquinhas de comida - vatapá, hambúrguer, pipoca, baião de dois, espetinho, cerveja, refrigerante, cachaça, água - e de adereços - asas de anjo, tiaras coloridas, máscaras de bruxa. Entre uma coisa e outra, filas de crianças para os pula pulas. Na festa da Aerolândia, se divertia quem tinha 8 e quem tinha 80.

Jáder Santana