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Carnaval
passeio público

O reino encantado das bolhas de sabão e da neve de espuma

Hoje, é o último dia para aproveitar o baile infantil de Carnaval, no Passeio Público, tradicional praça do Centro de Fortaleza. A festa acontece, desde sábado, das 9h30 ao meio-dia

Carnaval das crianças no Passeio Publico.  (Fotos: Fábio Lima/O POVO)
Carnaval das crianças no Passeio Publico. (Fotos: Fábio Lima/O POVO)

Carnaval é uma passagem secreta para outro tempo, quando não existe hora de ir para a escola e a fantasia vira realidade. “Carnaval é dia de balão, piscina”, comemorava Ana Rita Souza, cinco anos, também conhecida como Ladybug, “uma heloína”, ela explica, que destrói todos os vilões. Nas manhãs de Carnaval, o Passeio Público, no Centro de Fortaleza, se transformou nessa grande “praça de justiça”, onde pequenos super-heróis estabeleceram o tempo das brincadeiras ao som do Trio Aquarela. “Olha o Mickey, pai!”, cumprimentava o “mini” Batman, mais adiante, enquanto o “mini” Homem Aranha batia um papo com a Menina de Lata.

A antiga Praça dos Mártires, planejada no século XIX e revitalizada em 2007, se transforma no reino das bolhas de sabão e da neve de espuma, durante o período carnavalesco. Crianças e adultos se misturam em uma festa única que, no futuro, vai ressoar em memórias de geração a geração. Já faz quase três anos que o vendedor Danilo Souza, 39 anos, e a filha Ana Clara, seis anos, brincam Carnaval juntos, no Passeio Púbico. Depois que houve a revitalização da praça, ele considera “que é mais família e mais tranquilo”. E, acompanhando o passo ligeiro da menina, ele embarca para não perdê-la de vista no meio da multidão de desenhos animados: “Foi ela quem escolheu a fantasia, é da boneca Lol”.

Os pais entraram na imaginação dos filhos. “Carnaval é piscina cheia no quintal, é a praia mais tarde, né filha?”, combinava a pedagoga Renata de Souza, 32 anos, mãe da Ladybug. “O despertador tocou cinco e quarenta e cinco! Foi quando eu me lembrei que não tinha escola!”, ria-se a professora Patrícia Ribeiro, 41 anos, junto com os filhos Mariana, uma princesa de quatro anos, e Kadu, seis anos, mas também pode chamar de Woody. “O pai ficou em casa!”, ela seguia, na folia da última segunda-feira. “Antigamente, ia para o Interior, Camocim. Mas, depois dos filhos, a gente gosta de ficar por aqui”, demarcava o circuito carnavalesco entre o Passeio Público e o Aterro da Praia de Iracema. “As crianças vão também!”, unia, em uma festa que considerava “tranquila e segura”.

Ana Mary C. Cavalcante