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"Não é não": campanhas alertam para importância de denunciar assédio no Carnaval

Diversas mulheres e marcas lançam campanhas para sanar a violência diária que é potencializada na folia

15:05 | 11/02/2018
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Em meio ao empurra-empurra do Carnaval e o clima de liberdade sexual, algumas pessoas passam do limite na hora da paquera. As mulheres são as principais vítimas do abuso sexual que ocorre nesta época. Desde beijos forçados até estupros, o abuso pode fazer uma festa divertida virar um incidente traumático. Pensando nisso, diversas mulheres e marcas lançaram campanhas para sanar essa violência diária que no momento da folia é potencializada, bem como incentivar a denúncia. É o caso da Skol, da ONU Mulheres e de algumas prefeituras dos principais destinos do Carnaval.

 

A campanha da Organização das Nações Unidas "He For She" ganha um novo tema neste Carnaval. "Respeita as mina. É simples" tem o objetivo de ensinar para homens a respeitar os limites das mulheres e salientar que a culpa do assédio é sempre de quem o pratica, nunca da vítima. Com a entrega de panfletos, peças nas redes sociais e ações em locais públicos, a campanha visa atingir públicos diversos. "Se a mulher disse não para você, significa que ela disse não para você" é uma das frases reproduzidas pelo projeto.

 

[FOTO1]

 

Também falando do significado da palavra "não", coletivo de mulheres do Rio de Janeiro começou a distribuir tatuagens temporárias nos blocos com os dizeres "Não é não!". A iniciativa ganhou parcerias com festas de outros estados e hoje está presente em Pernambuco, Bahia, São Paulo e Minas Gerais. Ao colar as mensagens no corpo das mulheres, o coletivo afirma que reitera a ideia de que as mulheres têm poder sobre as próprias vontades.

 

A marca de cerveja Skol, que patrocina diversos carnavais pelo Brasil, lançou a hashtag "Papo redondo" com o intuito de promover um diálogo sobre as opressões que ocorrem no Carnaval. Depois de sofrer críticas por propagandas com tom machista que muitas vezes desvalorizavam a imagem da mulher, a marca passou por reformulações e atualmente tenta desconstruir os conceitos que propagava. A youtuber Jout Jout, conhecida pelos vídeos com cunho feminista, foi uma das escolhidas para divulgar a campanha da cerveja.

 

[VIDEO1] 

 

Além disso, algumas prefeituras de cidades com grandes festas de Carnaval realizaram ações de prevenção e disponibilizam atendimento especializado para vítimas de abusos sexuais perto dos principais polos culturais. Salvador, Natal e Rio de Janeiro são alguns exemplos.


Denúncia

 

Além da defesa dos direitos da mulher, todas as campanhas têm em comum o estímulo da denúncia dos casos de assédio e abuso sexual. Devido ao constrangimento, a mulher muitas vezes não denuncia a violência que sofre. Também é comum a falta de preparo de delegacias para lidar com a situação da vítima, fazendo com que a mulher sofra maior dano psicológico com o tratamento dado nos locais que deveriam prestar ajuda. Por isso, as delegacias especializadas em crimes contra a mulher são a melhor alternativa para denúncias. Entretanto, qualquer delegacia deve prestar os serviços a vítima. O telefone da Central de Atendimento à Mulher é o 180 e está disponível em todo o território nacional.


Serviço

Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza
Av. Deputado Oswaldo Studart, 585 - Bairro de Fátima


Telefones: 85 3472 1501 ou 85 3101 2495


Central de Atendimento à Mulher: 180

Alexia Vieira

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Em meio ao empurra-empurra do Carnaval e o clima de liberdade sexual, algumas pessoas passam do limite na hora da paquera. As mulheres são as principais vítimas do abuso sexual que ocorre nesta época. Desde beijos forçados até estupros, o abuso pode fazer uma festa divertida virar um incidente traumático. Pensando nisso, diversas mulheres e marcas lançaram campanhas para sanar essa violência diária que no momento da folia é potencializada, bem como incentivar a denúncia. É o caso da Skol, da ONU Mulheres e de algumas prefeituras dos principais destinos do Carnaval.

 

A campanha da Organização das Nações Unidas "He For She" ganha um novo tema neste Carnaval. "Respeita as mina. É simples" tem o objetivo de ensinar para homens a respeitar os limites das mulheres e salientar que a culpa do assédio é sempre de quem o pratica, nunca da vítima. Com a entrega de panfletos, peças nas redes sociais e ações em locais públicos, a campanha visa atingir públicos diversos. "Se a mulher disse não para você, significa que ela disse não para você" é uma das frases reproduzidas pelo projeto.

 

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Também falando do significado da palavra "não", coletivo de mulheres do Rio de Janeiro começou a distribuir tatuagens temporárias nos blocos com os dizeres "Não é não!". A iniciativa ganhou parcerias com festas de outros estados e hoje está presente em Pernambuco, Bahia, São Paulo e Minas Gerais. Ao colar as mensagens no corpo das mulheres, o coletivo afirma que reitera a ideia de que as mulheres têm poder sobre as próprias vontades.

 

A marca de cerveja Skol, que patrocina diversos carnavais pelo Brasil, lançou a hashtag "Papo redondo" com o intuito de promover um diálogo sobre as opressões que ocorrem no Carnaval. Depois de sofrer críticas por propagandas com tom machista que muitas vezes desvalorizavam a imagem da mulher, a marca passou por reformulações e atualmente tenta desconstruir os conceitos que propagava. A youtuber Jout Jout, conhecida pelos vídeos com cunho feminista, foi uma das escolhidas para divulgar a campanha da cerveja.

 

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Além disso, algumas prefeituras de cidades com grandes festas de Carnaval realizaram ações de prevenção e disponibilizam atendimento especializado para vítimas de abusos sexuais perto dos principais polos culturais. Salvador, Natal e Rio de Janeiro são alguns exemplos.


Denúncia

 

Além da defesa dos direitos da mulher, todas as campanhas têm em comum o estímulo da denúncia dos casos de assédio e abuso sexual. Devido ao constrangimento, a mulher muitas vezes não denuncia a violência que sofre. Também é comum a falta de preparo de delegacias para lidar com a situação da vítima, fazendo com que a mulher sofra maior dano psicológico com o tratamento dado nos locais que deveriam prestar ajuda. Por isso, as delegacias especializadas em crimes contra a mulher são a melhor alternativa para denúncias. Entretanto, qualquer delegacia deve prestar os serviços a vítima. O telefone da Central de Atendimento à Mulher é o 180 e está disponível em todo o território nacional.


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    Em meio ao empurra-empurra do Carnaval e o clima de liberdade sexual, algumas pessoas passam do limite na hora da paquera. As mulheres são as principais vítimas do abuso sexual que ocorre nesta época. Desde beijos forçados até estupros, o abuso pode fazer uma festa divertida virar um incidente traumático. Pensando nisso, diversas mulheres e marcas lançaram campanhas para sanar essa violência diária que no momento da folia é potencializada, bem como incentivar a denúncia. É o caso da Skol, da ONU Mulheres e de algumas prefeituras dos principais destinos do Carnaval.

     

    A campanha da Organização das Nações Unidas "He For She" ganha um novo tema neste Carnaval. "Respeita as mina. É simples" tem o objetivo de ensinar para homens a respeitar os limites das mulheres e salientar que a culpa do assédio é sempre de quem o pratica, nunca da vítima. Com a entrega de panfletos, peças nas redes sociais e ações em locais públicos, a campanha visa atingir públicos diversos. "Se a mulher disse não para você, significa que ela disse não para você" é uma das frases reproduzidas pelo projeto.

     

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    Também falando do significado da palavra "não", coletivo de mulheres do Rio de Janeiro começou a distribuir tatuagens temporárias nos blocos com os dizeres "Não é não!". A iniciativa ganhou parcerias com festas de outros estados e hoje está presente em Pernambuco, Bahia, São Paulo e Minas Gerais. Ao colar as mensagens no corpo das mulheres, o coletivo afirma que reitera a ideia de que as mulheres têm poder sobre as próprias vontades.

     

    A marca de cerveja Skol, que patrocina diversos carnavais pelo Brasil, lançou a hashtag "Papo redondo" com o intuito de promover um diálogo sobre as opressões que ocorrem no Carnaval. Depois de sofrer críticas por propagandas com tom machista que muitas vezes desvalorizavam a imagem da mulher, a marca passou por reformulações e atualmente tenta desconstruir os conceitos que propagava. A youtuber Jout Jout, conhecida pelos vídeos com cunho feminista, foi uma das escolhidas para divulgar a campanha da cerveja.

     

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    Além disso, algumas prefeituras de cidades com grandes festas de Carnaval realizaram ações de prevenção e disponibilizam atendimento especializado para vítimas de abusos sexuais perto dos principais polos culturais. Salvador, Natal e Rio de Janeiro são alguns exemplos.


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    Além da defesa dos direitos da mulher, todas as campanhas têm em comum o estímulo da denúncia dos casos de assédio e abuso sexual. Devido ao constrangimento, a mulher muitas vezes não denuncia a violência que sofre. Também é comum a falta de preparo de delegacias para lidar com a situação da vítima, fazendo com que a mulher sofra maior dano psicológico com o tratamento dado nos locais que deveriam prestar ajuda. Por isso, as delegacias especializadas em crimes contra a mulher são a melhor alternativa para denúncias. Entretanto, qualquer delegacia deve prestar os serviços a vítima. O telefone da Central de Atendimento à Mulher é o 180 e está disponível em todo o território nacional.


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