Wagner Moura 'agradece' a Bolsonaro por "O Agente Secreto" em talk show americano

Comentário do ator ironizando o ex-presidente chamou atenção nas redes sociais. Wagner tem comentado sobre política brasileira em entrevistas no Exterior

09:52 | Jan. 19, 2026

Por: Mariana Fernandes
Wagner Moura agradece Bolsonaro pelo fime O Agente Secreto (foto: Reprodução/Youtube/The Daily Show)

Em campanha de divulgação para o filme “O Agente Secreto” nos Estados Unidos, o ator brasileiro Wagner Moura fez um comentário “agradecendo” ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo filme de Kleber Mendonça Filho, em que é protagonista.

Em entrevista para o programa The Daily Show, apresentado por Jordan Klepper, Wagner foi recebido com samba e falou sobre as comemorações da vitória no Globo de Ouro.

O vídeo com a participação completa do brasileiro foi publicada no canal do Youtube do programa na última sexta-feira, 16. 

Moura até aproveitou para comentar sobre a qualidade da caipirinha nos Estados Unidos, que ele não aprova, e até optou por uma vodka com água tónica para matar a vontade da bebida enquanto não está no Brasil.

Por que Wagner Moura agradeceu a Bolsonaro pelo filme “O Agente Secreto”?

Wagner e Jordan compartilham o interesse pelos assuntos políticos de seus respectivos países e o apresentador se mostrou interessado na temática do filme brasileiro.

Com bom humor, o apresentador fez relações do filme com o contexto vivido pelos estadunidenses atualmente. Então Wagner aproveitou para ironizar um agradecimento a Bolsonaro, por possibilitar o filme.

“Em um dos prêmios que recebi, eu agradecia a ele (Bolsonaro). Sem ele, não teríamos feito o filme. O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022”, explicou o ator.

E completa: “Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI”.

Wagner também criticou a Lei da Anistia, de 1979, e disse que o Brasil está “superando um problema de memória” ao citar a prisão de Bolsonaro.

“Existem coisas que não podem ser esquecidas e nem perdoadas. O Brasil está, finalmente, superando um problema de memória ao mandar para prisão pela primeira vez pessoas que atentaram contra a democracia. O próprio Bolsonaro está na prisão. O Bolsonaro jamais teria existido politicamente se não fosse a anistia”.