Morre Valentino Garavani, ícone da alta costura, aos 93 anos
Estilista italiano Valentino Garavani morreu em Roma e marcou gerações ao vestir estrelas, líderes políticas e a elite internacional
16:17 | Jan. 19, 2026
O estilista italiano Valentino Garavani morreu aos 93 anos, informou nesta segunda-feira, 19, a agência italiana Ansa.
A morte marca o fim de uma era da alta-costura e de um criador que ajudou a consolidar a moda italiana no cenário internacional.
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Esse lendário designer morreu em sua casa, em Roma, informou a agência, citando a Fundação Valentino Garavani e o companheiro do estilista, Giancarlo Giammetti.
Valentino: seis décadas de uma estética reconhecível e reverenciada no mundo
Conhecido simplesmente como Valentino, ele foi um dos mais destacados designers de alta-costura de sua época e exibiu suas criações entre algumas das figuras mais importantes da elite internacional, de Elizabeth Taylor e Nancy Reagan até Sharon Stone, Julia Roberts e Gwyneth Paltrow.
Suas roupas tornaram-se presença constante em tapetes vermelhos, eventos oficiais e cerimônias de alto prestígio, consolidando sua assinatura como sinônimo de elegância clássica e glamour atemporal.
Apelidado de “o último imperador”, expressão que também deu título ao documentário lançado em 2008 sobre sua trajetória, Valentino nasceu em Voghera, no norte da Itália, em 1932.
Ainda jovem, decidiu seguir a carreira de estilista, inspirado pelo impacto visual dos figurinos exuberantes do cinema hollywoodiano.
A formação técnica, porém, foi lapidada em Paris, onde estudou na École des Beaux-Arts e na Chambre Syndicale de la Couture, além de atuar como aprendiz nas casas de Jean Dessès e Guy Laroche.
De volta a Roma, em 1959, abriu seu estúdio na Via Condotti. Pouco depois, conheceu Giancarlo Giammetti, parceiro fundamental tanto na vida pessoal quanto na consolidação do império fashion que levaria seu nome.
A estreia oficial da maison aconteceu em 1962, no Palazzo Pitti, em Florença, e foi recebida com entusiasmo imediato, atraindo atenção internacional e encomendas da alta sociedade.
A estética de Valentino ficou marcada por uma feminilidade sofisticada e teatral na medida certa, com códigos recorrentes como linhas precisas, tecidos leves como chiffon, laços, flores e o contraste elegante entre preto e branco.
Vermelho Valentino
O elemento mais emblemático, no entanto, é o chamado “vermelho Valentino”, tom que ultrapassou a condição de cor para se tornar símbolo de glamour, poder e sensualidade refinada. “Eu sei o que as mulheres querem: elas querem ser bonitas”, afirmou o estilista no documentário que retrata sua vida e obra.
Tanto na passarela quanto em sua vida pessoal, Valentino esbanjava luxo até o último detalhe, de seu penteado impecável a seu bronzeado cor de caramelo.
Essa atenção minuciosa à imagem refletia a visão de um criador que entendia a moda como espetáculo, identidade e afirmação estética.
Além da alta-costura, ele também desenvolveu coleções de prêt-à-porter feminino e masculino e uma ampla linha de acessórios, vestindo estrelas do cinema, como Sophia Loren, e ícones de estilo, como Jacqueline Kennedy Onassis.
Com Informações AFP