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Poeta amazonense Thiago de Mello morre aos 95 anos

Autor de "Os Estatutos do Homem", escritor morreu em casa, em Manaus. Causa da morte ainda não foi divulgada
11:34 | Jan. 14, 2022
Autor O Povo
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"A partir deste instante/ a liberdade será algo vivo e transparente/ como um fogo ou um rio,/ e a sua morada será sempre/ o coração do homem". Autor do poema "Os Estatutos do Homem", o poeta e diplomata amazonense Thiago de Mello (1926-2022) morreu aos 95 anos nesta sexta, 14. O escritor faleceu em casa, em Manaus, e a causa da morte ainda não foi divulgada.

Obras de Thiago de Mello foram traduzidas para mais de 30 idiomas
Foto: Divulgação
Obras de Thiago de Mello foram traduzidas para mais de 30 idiomas

 

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Com obras traduzidas para mais de 30 idiomas, Thiago de Mello foi reconhecido no cenário literário mundial por seus versos e prosas. É autor de "Faz Escuro, mas eu Canto: porque a manhã vai chegar" (1966); "Poesia comprometida com a minha e a tua vida" (1975); "Os Estatutos do Homem" (1964); "Horóscopo para os que estão Vivos" (1984); "Amazônia — A Menina dos Olhos do Mundo" (1992); "O Povo sabe o que Diz" (1993) e "Vamos Festejar de Novo" (2000), entre outros livros.

"Faz escuro mas eu canto, porque a manhã vai chegar", verso de Thiago, foi escrito em 1965 sobre o sombrio golpe militar de 1964. O escritor foi preso durante a ditadura brasileira e exilou-se no Chile, encontrando apoio no também poeta Pablo Neruda. Ainda exilado, morou nos países Argentina, Portugal, França e Alemanha. Com o fim da ditadura, voltou à sua cidade natal, Barreirinha.

Em 2021, mais de 50 anos após a publicação, o verso de Thiago sobre a ditadura foi tema da 34ª Bienal de São Paulo.

Nas redes sociais, personalidades se manifestaram sobre a perda. O autor indígena Daniel Munduruku publicou versos no Twitter: 

 

Políticos como Renan Calheiros, Sâmia Bomfim, Alessandro Molon e Omar Aziz também lamentaram a morte do escritor. O governo do Amazonas decretou luto oficial de três dias.

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