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Pesquisador musical José Ramos Tinhorão morre aos 93 anos

O jornalista, pesquisador e crítico musical José Ramos Tinhorão faleceu nesta terça-feira, 3 de agosto. Causa de morte não foi divulgada
Autor - Clara Menezes
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O jornalista, pesquisador e crítico musical José Ramos Tinhorão faleceu nesta terça-feira, 3 de agosto, aos 93 anos. A causa de morte, entretanto, ainda não foi divulgada. As informações foram confirmadas pela Editora 34 para o jornal O Globo.

Considerado um importante estudioso da música brasileira, ele iniciou a carreira no jornalismo, em meados da década de 1950. Contribuiu para jornais como Diário Carioca, Jornal do Brasil, TV Excelsior, TV Globo e Veja.

Nos anos 1960, iniciou sua trajetória na pesquisa sobre a cultura popular por meio do Caderno B. Com entrevistas a vários personagens famosos do samba, como Ismael Silva, Pixinguinha e Almirante, lançou o primeiro livro “Música Popular: um tema em debate”, que traça uma história do gênero no Rio de Janeiro.

A partir disso, publicou outras dezenas de obras, como “O Samba Agora Vai”, “As Festas no Brasil Colonial”, “História social da música popular brasileira”, “As Origens da Canção Urbana” e “O rasga: uma dança negro-portuguesa”.

Durante as décadas de trabalho, José Ramos Tinhorão reuniu uma coleção de raridades de itens variados. Entre discos, livros, folhetos, periódicos e fotografias, parte de seu acervo está sob responsabilidade do Instituto Moreira Salles.

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Há 32 anos, falecia Luiz Gonzaga; conheça história do Rei do Baião

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17:48 | Ago. 02, 2021
Autor Clara Menezes
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“Até pra falar que meu tio morreu é complicado, porque, na verdade, ele não morreu completamente. Ele saiu daqui do meio da gente, está no outro andar, mas deixou um legado muito especial. A gente, em todos os sentidos, está responsável para seguir com tudo isso que ele deixou”, afirma Joquinha Gonzaga, acordeonista e sobrinho de Luiz Gonzaga, em entrevista à CBN Cariri. Há 32 anos, falecia o Rei do Baião, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.

Considerado um dos nomes de maior importância da música popular brasileira, o cantor e compositor deixou um legado extenso, que reflete em todos os lugares do Brasil. Em Exú, no interior de Pernambuco, a população realizou várias homenagens neste domingo, 1º de agosto, para celebrar a história de seu morador mais popular.

“Ontem fizemos missa, novena, teve forró... Aqui, todo mundo tá contando a história do Luiz Gonzaga. O Nordeste todo tá fazendo isso. O Brasil todo tá fazendo isso. Acho que Luiz Gonzaga é um artista especial, que jamais vamos ter outro igual”, complementa Joquinha.

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Sempre acompanhado da sanfona, da zabumba e do triângulo, ele foi responsável por popularizar o forró. Com dezenas de discos e centenas de músicas lançadas em vida, tem títulos como “Asa Branca”, “Olha Pro Céu”, “O Xote das Meninas”, “A Morte do Vaqueiro” e “A Vida de Viajante”. Em suas letras, levava as realidades nordestinas para as outras regiões do País.

Sobre sua história, livros foram publicados e filmes foram divulgados. Um dos mais conhecidos é “Gonzaga: De Pai Para Filho”, dirigido por Breno Silveira. O enredo mostra a história pessoal e profissional de Gonzagão, além de focar na distância entre ele e o filho Gonzaguinha (1945 - 1991). Os dois chegaram a viajar juntos para se apresentarem na turnê “A Vida do Viajante”, em meados da década de 1980.

Mas, três décadas depois de seu falecimento, suas influências continuam a ecoar entre os músicos brasileiros, principalmente, do forró. “Fico muito feliz de ver essa turma toda, como o Jorge de Altinho e O Trio Nordestino, fortalecendo aquilo que ele deixou pra gente”, afirma o sobrinho.

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Apesar disso, Joquinha cita sua tristeza com algumas pessoas que utilizam o gênero musical somente para se promover: “Fico muito chateado também quando vejo pessoas usando o nome de forró para se engrandecer, mas sem levar o legítimo forró pra frente do povo. Mas a gente fica na luta, provando que o forró é assim, é sanfona, zabumba e triângulo”.

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Ney Matogrosso completa 80 com conjunto de obras atemporais

Homenagem
00:30 | Jul. 31, 2021
Autor Lara Montezuma
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Prestes a completar 80 anos, celebrados neste domingo, 1º, o cantor Ney Matogrosso continua revelando novas facetas em oposição ao ordinário. Para não lamentar outra comemoração em completo isolamento, o leonino decidiu festejar com a produção de um disco composto por temas que sempre quis cantar. Canções de artistas consagrados da música popular brasileira, como Caetano Veloso e Raul Seixas, estão no repertório do EP "Nu Com a Minha Música", disponível a partir da data de aniversário do intérprete.

Nascido na cidade de Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, Ney de Souza Pereira se apropriou do nome artístico quando começou a profissionalização no teatro. Em 1971, passou a integrar o grupo Secos & Molhados, com o qual gravou dois discos repletos de sucessos nacionais, como "Sangue Latino" e "Flores Astrais". Estreou como solista em "Água do Céu - Pássaro" (1975) e confirma a imprevisibilidade característica do seu trabalho: surge vestido com pelos de animais, chifres e dentes de bois. Desde então, o artista consolida carreira com 27 álbuns de estúdio, milhões de discos vendidos e uma homenagem honorária no Grammy Latino.

No palco, o público se depara com tantas outras versões do também dançarino e diretor. Polêmico, excêntrico, livre. Ney carrega consigo as artimanhas de um performer e tem presença cativante nas apresentações. "Ele tem um percurso muito inusitado, não tem nenhuma referência. Foi traçando o caminho dele por meio de uma influência que sofreu no teatro", explica Flávio Queiroz, professor universitário com doutorado em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) que pesquisa a carreira do cantor há 21 anos.

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No tempo de estudo, o sociólogo se debruçou sobre a participação de Ney no Secos & Molhados e seu trabalho solo. "Ele teve uma influência muito voltada para a transgressão do comportamento, muito importante nos anos 1970 e 80. Prevaleceu uma carreira comportamental. Ele representa uma ruptura de gênero que não pautava dentro das expectativas da esquerda, da direita, foi construindo a carreira solo dele sem apoio", analisa.

Homem com H, Ney atravessou o conservadorismo em meio à ditadura com performances que transitavam entre o gênero masculino e feminino, com roupas extravagantes e temas como a liberdade sexual. "A censura não conseguiu apreender o Ney Matogrosso, ele sempre usou um personagem. A sexualidade exacerbada no palco, essa questão do gênero, era uma pancada muito grande nos militares, ele era hostilizado no meio. A censura que ele sofria era diferente da censura política, era uma censura moral", destaca Flávio.

O movimento revolucionário de Ney pavimentou a música e cultura brasileira, e inspirou o trabalho de tantos outros artistas que viriam a seguir para que pudessem se expressar livremente. "O Ney é único, ímpar, conseguiu tecer uma relação muito potente e quase transcendental entre a música, a performance e o teatro. Ele teatraliza a música, ele musicaliza o teatro", opina o ator Andree Ximenes.

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As inquietações pessoais e artísticas de Andree culminaram no curta-metragem "Felino" (2021). "Veio do questionamento de como o masculino e o feminino existem em mim, eles podem existir em fluxo?", indaga. A imagem do cantor surgiu como uma resposta e personificação da animalidade. "Para mim ele é um animal no palco. Ele tem muita força, o olhar dele é muito marcante, e isso para mim é um gato, leão, tigre. Tudo está entrelaçado nessa obra que eu fiz. Acabou virando meio que uma homenagem para o Ney Matogrosso", conta.

Essa influência também perpassou pela trajetória do cantor Daniel Peixoto, que tinha um "fascínio sobrenatural" pela imagem de Ney. Quando começou a trabalhar no meio artístico, Daniel buscou aplicar os ensinamentos na arte. "Não tínhamos referências nacionais de ídolos pops, principalmente de um artista queer. Todos os artistas que inspiravam minha geração de performers eram gringos", relembra. O trabalho do intérprete continua acompanhando Daniel nas regravações de "O Vira" (1973), sucesso dos Secos & Molhados, e da canção "Postal de Amor" (1975). É uma forma, explica Daniel, de se manter conectado com um artista "brilhante" que segue pulsante.

Talento múltiplo

Para a professora de música Lu Basile, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), o diferencial de Ney Matogrosso é a "força da performatividade", além da "voz maravilhosa”. Ela menciona a capacidade do cantor de trazer o corpo em cena como um complemento do espetáculo. "É como se construísse uma "persona". Essa ideia de que a música estava para além do canto, se dando num mix de elementos das roupas, da atitude, dos arranjos, da arte da capa dos discos, enfim, da intertextualidade com as outras linguagens", especifica. Os elementos já apareciam com a Tropicália, mas Lu afirma que, com Ney, o "corpo é destacado em toda sua potência".

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A versatilidade do intérprete também é ponto de destaque para o bancário aposentado Marcondes Chaves Almeida, fã do artista desde 1976. "Ele transmite a música, vive a música e cativa você", comenta. Para quem presencia um show de Ney Matogrosso, o conselho é não tirar o olho do palco. "Você tem que ficar vidrado no palco para ver as coisas bonitas que ele tem para oferecer, o cenário, o palco, a coreografia", exemplifica.

Desde o primeiro show que participou, em 1977, Marcondes não perdeu uma apresentação do cantor em Fortaleza. A coleção de itens relacionados ao artista só aumentou: atualmente, ele soma 71 trabalhos, entre CD's, DVD's e livros. Ele também relata que agregou várias pessoas aos projetos de Ney, inclusive a mãe, que conheceu pessoalmente a personalidade aos 90 anos em um show no Dia das Mães. "O público dele tem de 18 a 90 anos, é uma diversidade muito grande", acrescenta.

Entre tantos encontros com Ney, Marcondes pôde conhecer relances da personalidade. “É totalmente diferente, sereno, tranquilo. E muito simpático. No palco ele é um leão, já que é leonino. Pessoalmente ele é muito calmo, quando a gente chega no camarim ele recebe todo mundo da mesma maneira", conta. A maturidade, aponta, é visível nos últimos trabalhos. "Ele acompanha o tempo, vai evoluindo, varia para não ser o mesmo Ney de sempre. Ele está fazendo 80 anos com toda a vitalidade e cantando cada vez melhor", opina o fã. 

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Paulo Henrique Martins: Sem luto a vida perde sentido

00:00 | Jul. 31, 2021
Autor Paulo Henrique Martins
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Tipo Opinião

As sociedades tradicionais valorizam o luto como um ritual de reencontro com a vida, como meio de liberar a dor de saudade de alguém querido que partiu deste mundo.

Philippe Ariès no seu livro "O homem diante da morte" (1990) lembra que nos antigos tratados de espiritualidade a meditação sobre a morte está no centro da orientação da vida.

Não se trata apenas de um drama existencial, o do choro legítimo pela perda de um ente querido. O luto tem historicamente uma dimensão cultural e simbólica importante e relacionada com a reinauguração do mundo.

As memórias dos que se foram são decisivas para que as gerações que ficam assumam a responsabilidade da reprodução espiritual e material das suas comunidades.

As lembranças de avôs e avós, de pais e de mães ou de jovens queridos que partiram precocemente garantem a força moral e afetiva necessária para a continuidade da história familiar e coletiva.

O luto não vivido eterniza a presença do morto entre os que ficaram. A perda abrupta pode virar traumas. Ela pode se transformar em fobias e padrões culturais geridos pelo medo e pela raiva, estimulando práticas compulsivas que canalizam a dor para as drogas, para a violência ou para o consumo frívolo.

O Brasil com seus quase 600 mil mortos é o retrato de uma nação que não está conseguindo entender seu destino sombreado.

Na vivência do transe mórbido, reforçamos a tradição política e moral de negar as injustiças cometidas no passado colonial. Corrigir as imagens dos que foram sacrificados sem direitos a honrarias seria um passo relevante para conhecer a liberdade como um valor universal neste país.

A ausência de uma autoridade política legítima e sábia que assuma as cerimônias dos rituais de mortificação aprofunda o sentimento de desamparo coletivo do brasileiro e contribui para amplificar esta perda de sentido existencial. Ela acirra o revanche na política.

Nos tempos de orfandade nos resta então recolher nossas dores, honrar nossas memórias e partir com nossos sonhos de esperança para o futuro que, paradoxalmente, temos que construir agora, juntos.

 

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Zeca Baleiro apresenta show online "Zoró Zureta" neste domingo, 1º

Música
00:30 | Jul. 30, 2021
Autor Vida&Arte
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Tipo Notícia

O mês de agosto começará com muita música e atrações para as crianças. Neste domingo, 1º, subirão ao palco - mas de forma virtual - personagens como a Girafa Rastafári e o Ornitorrinco Com Dor de Garganta no show “Zoró Zureta”, do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro. O espetáculo adaptado ocorre dentro do programa Diversão em Cena, da ArcelorMittal, a partir das 16 horas em transmissão no YouTube.

Em uma mistura de fases de sua discografia voltadas para o universo das crianças, o show trará canções de “Zoró”, seu primeiro álbum infantil, e de “Zureta”, o segundo CD infantil. O repertório conta com apresentações de músicas como “Onça Pintada, “O Ornitorrinco”, “Minhoca Dorminhoca” e “Papai e Mamãe”.

As criações do cantor maranhense trazem personagens não tão convencionais, como, por exemplo, a Girafa Rastafári e o Ornitorrinco com dor de garganta. Essas escolhas revelam as opções do maranhense pelo imaginário infantil, levando em consideração pela criatividade e pelo interesse para o que é diferente.

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Zeca Baleiro tem como uma de suas principais inspirações no processo de criação para esse universo os nascimentos de seus filhos, Vitória e Manuel. O artista começou a compor canções para alegrar o dia a dia deles, e essa iniciativa trouxe resultados - muitos, aliás: hoje, Zeca Baleiro tem em sua trajetória mais de 60 músicas direcionadas ao público infantil.

Para o maranhense, “trabalhar com (e para) crianças” possibilita repensar valores, posturas e até a própria vida. “Uma coisa é certa para mim: é impossível viver sem fantasia, mesmo em tempos tão ‘reais’”, afirma o músico ao Vida&Arte.

A ligação do artista com o universo infantil não é de agora: na verdade, foi um dos elementos marcantes do início de sua carreira, quando compôs músicas para o teatro infantil na década de 1980. O artista, em suas músicas, reúne mistura de ritmos e referências diversas, trazendo também humor e ironia.

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Ter filhos também o ajudou a olhar para as crianças “com outros olhos”, contribuindo para entender mais o funcionamento da psicologia infantil e perceber como elas reagem a situações do dia a dia. “É um mundo fascinante”, acrescenta.

O músico também acredita ser importante investir em elementos lúdicos no Brasil de 2021, pois ajuda a enfrentar a “brutalidade” da vida com leveza, algo essencial “em qualquer tempo”: “O elemento lúdico é importante porque traz imaginação, sonho, ajuda a enfrentar a vida com poesia, encantamento e a buscar transpor a brutalidade da vida com alguma leveza.”

Com mais de dez discos de estúdio, além de CDs ao vivo, DVDs e projetos especiais, o artista maranhense também realizou o projeto para crianças “Zoró Zureta”, com os CDs Zoró [bichos esquisitos] Vol.1 e Zureta Vol.2. Baleiro também traz facetas voltadas à literatura e ao teatro, com autorias de livros e peças, e composições de trilhas sonoras, como a de “Roque Santeiro, o musical”, em 2017.

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A apresentação deste domingo, 1º, será realizada em formato virtual e transmitida ao vivo. Na visão de Zeca Baleiro, esse é um show que funciona melhor com a interatividade presencial do público, e um de seus desejos é justamente “voltar aos palcos” com esse trabalho.

A equipe da apresentação tem, em voz e violão, Zeca Baleiro, Tata Fernandes, Nô Stopa, Simone Julian e Vange Milliet. Na flauta e no sax, Simone Julian. A percussão fica por conta de Vange Milliet e os teclados, a sanfona e programações ganharão destaque com Pedro Cunha.

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