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Paulo Linhares deixa Instituto Dragão do Mar e assume Observatório de Fortaleza

Um dos responsáveis pela criação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em 1999, Paulo Linhares geria o IDM desde 2012 - período marcado por novos projetos e velhos problemas

João Gabriel Tréz
12:29 | 29/01/2021
Paulo Linhares deixou Instituto Dragão do Mar para assumir Observatório de Fortaleza, vinculado ao Iplanfor (Foto: Aurelio Alves)
Paulo Linhares deixou Instituto Dragão do Mar para assumir Observatório de Fortaleza, vinculado ao Iplanfor (Foto: Aurelio Alves)

Atualização às 14h44min

O gestor e pesquisador Paulo Linhares deixou a presidência do Instituto Dragão do Mar (IDM), organização social (OS) que gerencia diversos equipamentos do Governo do Estado. Conforme adiantou o jornalista do O POVO Demitri Túlio, a saída compõe um “pacote de mudanças estratégicas” do governador Camilo Santana (PT). Paulo Linhares, que era presidente do IDM desde setembro de 2012, irá se juntar ao quadro do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor). 

Figura forte da cultura no Estado, o gestor foi um dos criadores do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), inaugurado em abril de 1999. A partir de 2012, quando assumiu a presidência do IDM, diversas ações e inaugurações foram realizadas.

O ano de 2013, por exemplo, foi marcado pela abertura da Escola Porto Iracema das Artes e pela reabertura das salas de cinema do Dragão do Mar. Em 2014, o aniversário de 15 anos do CDMAC foi celebrado com a realização da primeira edição da Maloca Dragão, festival que se consolidou no calendário cultural da Cidade até 2018. Em 2019, o evento não foi realizado por conta de reformas estruturais no equipamento.

Mais recentemente, o IDM assumiu em 2018 a gestão do prédio onde funcionava o Teatro Sesc-Iracema e que hoje acolhe o Porto Dragão. Já em outubro de 2019, o escopo do IDM se expandiu além do setor cultural e a OS assumiu a gestão do Centro de Formação Olímpica.

Em fevereiro de 2020, o secretário da Cultura Fabiano dos Santos Piúba adiantou ao V&A que a nova Biblioteca Pública Estadual - que seria reaberta em março, plano suspenso com a chegada da pandemia - terá um contrato de gestão híbrida com o IDM. A onipresença do IDM nas gestões de equipamentos do Governo do Estado foi tema de debate entre a classe artística do Estado.

Outro ponto crítico dos últimos anos foi a falta de regularização de pagamentos por parte do IDM. Gerido pelo Instituto, o Centro Cultural Bom Jardim enfrentou quase que anualmente problemas advindos de precarizações e falta de recursos. A situação se repetiu no início de 2020, quando moradores do bairro e o Fórum de Cultura se mobilizaram buscando maior regularidade e condições.

A falta de pagamentos também atingiu ao longo dos últimos anos diversos artistas que se apresentaram ao longo dos anos no Dragão do Mar e não recebiam com celeridade os devidos cachês. A hashtag #pagadragão era comum em postagens que demandavam o repasse dos recursos.

Procurado pelo O POVO, Paulo Linhares preferiu não conceder entrevista, mas adiantou já estar engajado em novos projetos junto ao superintendente do Iplanfor, o vice-prefeito Élcio Batista.

Nova gestão

O jornalista Demitri Túlio adiantou, também, que a reunião do Conselho de Administração do Instituto Dragão do Mar para escolher quem assumirá a presidência da OS acontece nesta sexta, 29. O encontro, O POVO apurou, está marcado para 15 horas. Ainda segundo Demitri, três nomes estão postos para o cargo, incluindo um ligado ao Sesc São Paulo.