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John Legend a Luan Santana: 10 lançamentos musicais do fim de semana

Tem artistas cearenses, brasileiros e internacionais; saiba quais são as principais músicas lançadas nesta sexta, 30
16:11 | Jul. 30, 2021
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Este é o fim de semana dos feats! Artistas de diferentes estilos musicais se uniram para lançar novas músicas. Teve eletrônica com piseiro, forró com funk, álbum novo e a junção de artistas brasileiros com cantores internacionais. Confira a seleção do Vida&Arte:

1. Alok e John Legend - In My Mind

O DJ brasileiro Alok lança mais uma parceria internacional, desta vez com John Legend. A faixa foi gravada à distância devido a pandemia de Covid-19. "É um prazer enorme construir histórias com profissionais que sempre admirei e John Legend é um deles. Produzir 'In My Mind' com essa parceria foi, além de prazeroso, muito gratificante", disse Alok.

2. Billie Eilish – Happier Than Ever

O segundo álbum de Billie Eilish foi lançado. "Happier Than Ever" tem 16 faixas, incluindo os singles "My future", "Therefore I Am", "Your Power", "Lost Cause" e "NDA". Apesar de ter ganhado cinco prêmios Grammy's e bons números comerciais com o primeiro álbum - "When We All Fall Asleep, Where Do We Go?" -, Billie Eilish conta que se manteve tranquila em meio a produção do novo projeto. "Não foi forçado, não teve pressão, não foi assustador. Foi ótimo. Não teve um pensamento como: 'Como o álbum vai ser? Que música é essa?'. Nós apenas começamos a compor e continuamos compondo. Com o passar do tempo, o álbum se criou. Ele aconteceu. Foi fácil", afirma.

3. Claudia Leitte e Joey Montana – Samba Lento

Em parceria com o cantor de reggaeton panamenho Joey Montana, Claudia Leitte lança o clipe de "Samba Lento". O vídeo é marcado por simbologias e é preciso assistir atento para entender as referências. “Queríamos mostrar essas mudanças que as mulheres passam, a busca por uma versão melhor nossa sempre. A mitologia da águia é perfeita para explicar isso“, explica Claudia.

4. Pop Smoke e Dua Lipa – Demeanor

Saiu o clipe de "Demeanor", faixa que faz parte do póstumo de Pop Smoke, “Faith”, morto no ano passado. Uma semana após o lançamento do álbum, a música já superou nove milhões de streams só no Spotify e foi incluída nas principais playlists da plataforma, além de entrar no Top 40 das Rádios dos EUA. 

5. Luan Santana e MC Don Juan – Sorria

Os cantores Luan Santana e MC Don Juan se uniram para lançar o clipe de "Sorria". A música fala sobre liberdade dentro de um relacionamento e o clipe mostra um relacionamento em crise, evidenciando os diferentes lados de uma partida: da euforia ao arrependimento.

6. Lara Silva & Japinha Conde – Pode Ser Seu

A cearense Lara Silva e Japinha Conde se uniram na faixa "Pode Ser Eu". Lara, conhecida pelas danças e músicas de funk, se aventura pela primeira vez no forró. A música fala sobre a volta por cima após o fim de um relacionamento.

7. Mad Dogz e Mari Fernandez - Ficante Fiel

O piseiro se uniu a música eletrônica na faixa "Ficante Fiel" de Mad Dogz e da cantora cearense Mari Fernandez. O clipe, dirigido por Marcos Piki, foi gravado no Circo Panamericano em Goiânia traz referências na estética Rock n´Roll dos anos 1980 e 90.

 

8. Jorge du Peixe - Rei Bantu

O cantor e compositor Jorge Du Peixe há décadas coloca sua voz grave a serviço da banda Nãção Zumbi. Aproveitando o momento de pausa nos shows da banda pernambucana, ele lançou nesta sexta, 30, o primeiro single do álbum solo "Baião Grafino", com versões inéditas para a obra de Luiz Gonzaga. Sobre a faixa "Rei Bantu", Du Peixe falou: "Acho essa música muito importante por dois motivos: primeiro por não ter muitas versões conhecidas pelo público, e depois por ligar o maracatu ao baião".

9. Antóbio Zambujo - Lote B

O músico português António Zambujo já tem uma relação antiga com o Brasil. Além de ser um dos covnidados do último disco de Gal Costa, foi indicado ao Grammy Latino com um álbum dedicado às composições de Chico Buarque. Seu novo trabalho, "António Zambujo Voz e Violão", ganhou esse nome numa referência ao último disco de João Gilberto. O primeiro single, "Lote B", já tem clipe lançado.

10. Ayrton Montarroyos - Lupicínio Rodrigues, Entre Dores e Amores

Durante o período de isolamento social, o cantor pernambucano Ayrton Montarroyos montou uma série de lives temáticas convidando grande violonistas brasileiros. A cada live, um tema, um compositor, um músico diferente. Uma dessas lives foi dedicada ao rei da dor de cotovelo, Lupicínio Rodrigues. O projeto está disponível em formato de álbum em todas as plataformas digitais.

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Zeca Baleiro apresenta show online "Zoró Zureta" neste domingo, 1º

Música
2021-07-30 00:30:00 Tipo Notícia

O mês de agosto começará com muita música e atrações para as crianças. Neste domingo, 1º, subirão ao palco - mas de forma virtual - personagens como a Girafa Rastafári e o Ornitorrinco Com Dor de Garganta no show “Zoró Zureta”, do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro. O espetáculo adaptado ocorre dentro do programa Diversão em Cena, da ArcelorMittal, a partir das 16 horas em transmissão no YouTube.

Em uma mistura de fases de sua discografia voltadas para o universo das crianças, o show trará canções de “Zoró”, seu primeiro álbum infantil, e de “Zureta”, o segundo CD infantil. O repertório conta com apresentações de músicas como “Onça Pintada, “O Ornitorrinco”, “Minhoca Dorminhoca” e “Papai e Mamãe”.

As criações do cantor maranhense trazem personagens não tão convencionais, como, por exemplo, a Girafa Rastafári e o Ornitorrinco com dor de garganta. Essas escolhas revelam as opções do maranhense pelo imaginário infantil, levando em consideração pela criatividade e pelo interesse para o que é diferente.

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Zeca Baleiro tem como uma de suas principais inspirações no processo de criação para esse universo os nascimentos de seus filhos, Vitória e Manuel. O artista começou a compor canções para alegrar o dia a dia deles, e essa iniciativa trouxe resultados - muitos, aliás: hoje, Zeca Baleiro tem em sua trajetória mais de 60 músicas direcionadas ao público infantil.

Para o maranhense, “trabalhar com (e para) crianças” possibilita repensar valores, posturas e até a própria vida. “Uma coisa é certa para mim: é impossível viver sem fantasia, mesmo em tempos tão ‘reais’”, afirma o músico ao Vida&Arte.

A ligação do artista com o universo infantil não é de agora: na verdade, foi um dos elementos marcantes do início de sua carreira, quando compôs músicas para o teatro infantil na década de 1980. O artista, em suas músicas, reúne mistura de ritmos e referências diversas, trazendo também humor e ironia.

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Ter filhos também o ajudou a olhar para as crianças “com outros olhos”, contribuindo para entender mais o funcionamento da psicologia infantil e perceber como elas reagem a situações do dia a dia. “É um mundo fascinante”, acrescenta.

O músico também acredita ser importante investir em elementos lúdicos no Brasil de 2021, pois ajuda a enfrentar a “brutalidade” da vida com leveza, algo essencial “em qualquer tempo”: “O elemento lúdico é importante porque traz imaginação, sonho, ajuda a enfrentar a vida com poesia, encantamento e a buscar transpor a brutalidade da vida com alguma leveza.”

Com mais de dez discos de estúdio, além de CDs ao vivo, DVDs e projetos especiais, o artista maranhense também realizou o projeto para crianças “Zoró Zureta”, com os CDs Zoró [bichos esquisitos] Vol.1 e Zureta Vol.2. Baleiro também traz facetas voltadas à literatura e ao teatro, com autorias de livros e peças, e composições de trilhas sonoras, como a de “Roque Santeiro, o musical”, em 2017.

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A apresentação deste domingo, 1º, será realizada em formato virtual e transmitida ao vivo. Na visão de Zeca Baleiro, esse é um show que funciona melhor com a interatividade presencial do público, e um de seus desejos é justamente “voltar aos palcos” com esse trabalho.

A equipe da apresentação tem, em voz e violão, Zeca Baleiro, Tata Fernandes, Nô Stopa, Simone Julian e Vange Milliet. Na flauta e no sax, Simone Julian. A percussão fica por conta de Vange Milliet e os teclados, a sanfona e programações ganharão destaque com Pedro Cunha.

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Marcas do início, diversidade e transgressão ecoam no rock atual

DIA DO ROCK
2021-07-26 19:55:50 Tipo Análise

O que forma o rock? Uma conjunção de instrumentos específicos que seguem regras sonoras específicas? Uma atitude? O gênero musical vem ocupando novamente espaços massivos como as paradas da Billboard, as rádios, e as plataformas e redes digitais nos últimos meses de uma forma que ressalta a essência de diversidade, mistura e transgressão que marca o estilo - representada nos idos dos anos 1930 pela cantora, compositora e guitarrista pioneira Sister Rosetta Tharpe e, atualmente, encontrando ecos nas referências da estrela pop Olivia Rodrigo, na empreitada nostálgica de Willow e na atitude livre da banda italiana Måneskin, entre outras.

Foi apostando na mistura e na ousadia que Sister Rosetta Tharpe decidiu incorporar a guitarra elétrica nas gravações de música gospel que produzia. Uma mulher negra e LGBT ousou, nos anos 1930, aproximar o mundo religioso de uma sonoridade intensa, cumprindo essencial papel para a fundação do rock.

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Em entrevista ao veículo especializado em música NPR em 2019, a autora da biografia da artista, Gayle Wald, destacou que a atitude de Sister Rosetta marca a relação dela com o gênero. "(As pessoas) veem algo acontecendo na maneira como ela segura o violão, a maneira como ela trabalha com ele enquanto canta - veem algo que identificam com o rock", definiu à época.

Apesar dos purismos quererem o contrário, essa essência de mistura e de liberdade não somente de experimentar, mas de ser, ecoa nas obras recentes que têm chamado a atenção do público e da indústria. Para a cantora Mona Gadelha - um dos principais nomes do rock do Estado e que vem trabalhando a canção "Essa Menina" - porém, o momento não é necessariamente uma "retomada" do gênero.

"Esses movimentos de ida e volta sempre acontecem na indústria", atesta. "É muito interessante acompanhar essas 'mutações' e ao mesmo tempo a 'permanência' de uma indústria de música pop que emergiu a partir da fonte do rock. Para mim, que acompanho muito além do mainstream e nunca fiz parte dele, o rock sempre esteve presente, com essas idas e vindas no grande mercado musical", avalia Mona.

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O artista Mateus Fazeno Rock - que lançou no ano passado o disco de estreia "Rolê nas Ruínas", marcado por misturas musicais, e está atualmente em processo de financiamento coletivo de novo trabalho, "Jesus Ñ Voltará" - aponta para o caráter nostálgico das produções estrangeiras.

"Até a Miley Cyrus tinha trabalhado o rock", exemplifica, citando a cantora estadunidense ligada ao pop que, recentemente, lançou um álbum influenciado pelo gênero e entrou no top 5 de uma das listas de rock da Billboard com um cover de "Nothing Else Matters", do Metallica. "Sinto que alguns trabalhos têm vindo numa atmosfera bem nostálgica, remetendo a outras épocas e trabalhos", avalia.

Mesmo com a popularização do gênero, porém, o aprofundamento do público para conhecer artistas e ideias além da superfície depende de outros fatores. "Gente que sempre gostou (de rock) vai gostar de ter essas pessoas fazendo música com essa atmosfera. Mas um interesse de se aprofundar vai muito de como isso pode ser construído através das mídias", afirma Mateus.

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"Há muita informação disponível. De livros a podcasts, rádios e revistas especializadas online. Discografias praticamente completas também disponíveis nas plataformas digitais. Se a pessoa navegar e garimpar, vai obter muita informação', acrescenta Mona.

No nível massivo, Olivia Rodrigo lançou no final de maio o álbum "Sour", que traz elementos da sonoridade pop rock em faixas como "good 4 u" e "deja vu". Ambas as faixas estão no top 10 na lista "Hot 100", da Billboard, assim como o disco voltou a encabeçar a parada "Billboard 200".

Além disso, recentemente, Rodrigo divulgou uma imagem de promoção de uma live em que aparece na mesma situação registrada na capa do álbum "Live Through This" (1994), da banda Hole. Courtney Love, líder do grupo, insinuou plágio pelo Instagram, mas a estrela pop respondeu com um comentário falando que "amava" Courtney.

Quem também está no Hot 100 da Billboard é Willow, com "transparentsoul". O novo álbum da artista, "Lately I Feel Everything", será lançado na sexta, 16, e traz participações de Travis Barker, do blink-182 (na faixa citada), e Avril Lavigne, nomes centrais do rock produzido entre o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000.

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Também na parada da Billboard está "Beggin'", cover de uma canção do grupo The Four Seasons feito pela banda Måneskin. O conjunto italiano explodiu depois de vencer o concurso EuroVision deste ano e vem angariando recordes nas plataformas digitais.

A atitude vem sendo uma marca do grupo, cujos posicionamentos já foram bem explicitados. Foi o caso de uma apresentação que fizeram em uma TV na Polônia, país que vem atacando os direitos da comunidade LGBTQIA . Na performance, o vocalista Damiano David e o guitarrista Thomas Raggi se beijaram. "Todos devem ser completamente livres para ser o que quiserem", discursou o cantor.

Os três são exemplos não somente de projetos que reavivam e referenciam o gênero, mas que reforçam, cada um de maneira própria, a atitude do rock e o fato de que ele é um espaço de diversidades. Vale citar, ainda, que a categoria "Melhor Performance de Rock" da mais recente edição do Grammy só teve projetos liderados por mulheres entre os indicados.

"Era e é notória a pouca presença feminina no rock, por exemplo, mas nos últimos anos vem melhorando com o surgimento de guitarristas como Annie Clark (St.Vincent), Brittany Howard e Anna Calvi, entre tantas outras. No Brasil, Monica Agena", elenca Mona.

"A Billboard, pródiga em listas, já incluiu algumas com 'selo' pride (orgulho). No Brasil é notória a ascensão de uma música criada e produzida por artistas LGBTQ, que deu uma bem-vinda sacudida na MPB com referências de rock e blues, como Johnny Hooker, As Baías, Mahmundi, Filipe Catto e mais", avança.

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Conquistas como essas em meio à lógica da indústria são importantes, mas não "resolvem" problemas estruturais. "Aqui, a luta é diária e constante e, muito além da música, que vem desempenhando esse papel relevante de dar voz à causa juntamente com outras linguagens artísticas", defende Mona. "É preciso o combate à transfobia, que coloca o País no ranking vergonhoso do ódio e assassinatos de pessoas LGBTQIA ".

É sintomático, por exemplo, que artistas trans ainda estejam menos presentes não só no rock, mas na indústria de forma geral, em um reflexo da forma com que a sociedade trata as pessoas T. Além de Filipe Catto e de As Baías, citadas por Mona, vale citar também a cantora Verónica Valenttino, cujo trabalho na banda Verónica Decide Morrer é essencialmente roqueiro.

"O mainstream não é só um espaço de imaginário, onde se elaboram coisas. É um lugar empresarial, de investimento coletivo, de mídias e de culturas. Falando de grana, mesmo", lembra Mateus Fazeno Rock. "Muita coisa precisaria caminhar em conjunto pra que a gente conseguisse imaginar uma prosperidade coletiva", observa.

"Politicamente, na mente das pessoas, nas perspectivas estruturais de um país como o Brasil, um país racista, colonizado e colonizador, que tende a destruir um monte de coisa que é essencialmente nossa, da nossa memória", elabora o artista. "A ampliação da visibilidade e da diversidade é uma conquista de longos anos, mas há muito por se alcançar e lutar", resume Mona Gadelha.

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Lyniv se torna primeira mulher a reger uma ópera no Festival de Bayreuth

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2021-07-26 00:30:00
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A ucraniana Oksana Lyniv se tornou neste domingo (25) a primeira mulher a reger uma orquestra no Festival de Ópera de Bayreuth, criado há 145 anos, que contou com a presença da chanceler alemã Angela Merkel.

Lyniv, de 43 anos, abriu esta edição do festival dedicado à obra de Richard Wagner com a direção musical da ópera "O holandês errante", com uma versão do diretor teatral Dmitri Tcherniakov.

Merkel, que é uma grande fã de Wagner, assistiu à apresentação acompanhada de seu marido Joachim Sauner.

"Uma ópera de Richard Wagner é o maior desafio profissional para um maestro. O gênero é irrelevante", disse Lyniv ao Berliner Zeitung na semana passada sobre seu marco.

Após seu cancelamento no ano passado devido à pandemia de covid-19, o festival está sendo realizado este ano com um público reduzido, de apenas 911 pessoas na ópera de abertura.

Todos eles devem usar máscara e estar vacinados ou apresentar exame negativo recente para poder assistir aos espetáculos.

bur-fec/eb/tjc/ic

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