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Estudantes de Quixadá vão a Moscou para final de competição de programação

Claro Sales, Douglas Nóbrega e Paulo Miranda, estudantes da UFC de Quixadá vão a Rússia para final de competição de programação.
12:38 | Ago. 16, 2021
Autor Hamilton Nogueira
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Tipo Notícia

Claro Sales, Douglas Nóbrega e Paulo Miranda são três jovens estudantes do campus de Quixadá da Universidade Federal do Ceará. O primeiro cursa Ciência da Computação e o outros fazem Engenharia de Computação. Juntos, sob o nome de “Disqualified”, conseguiram um grande feito que foi a classificação para a final da maratona International Collegiate Programming Contest (ICPC), que ocorrerá em Moscou (Rússia), de 1º a 6 de outubro de 2021.

A Primeira fase da competição foi nacional ainda em 2019 e envolveu 726 times de 224 escolas de quase todos os estados brasileiros. O Ceará foi representado por 33 times, dos quais os três estudantes ficaram em primeiro lugar. O que os levou para a final nacional com 57 times. Nesse caso obtiveram o sétimo lugar.

Na disputa nacional, os três primeiros times ganham ouro. Os três próximos ganham prata. E os quatro subsequentes ganham bronze. O trio cearense de Quixadá portanto trouxe o bronze e uma posição de viabilidade para que se recebesse o esperado e-mail oficializando o convite para a final de 2020, adiada para esse ano em função da pandemia. Pois bem, foi justamente o que aconteceu no último dia 4 de agosto. Com um singelo “Dear Coach Tavares, Congratulations! Your 2020 ICPC Regional team, Disqualified, is eligible...”, estava sacramentada a participação cearense em Moscou. Tavares, no caso, é o Professor Wladimir Tavares, Coordenador do GEMP (Grupo de Estudos para a Maratona de Programação).

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Também a respeito da disputa nacional, alguns números interessantes: mais de 50 mil estudantes de mais de 3000 escolas de aproximadamente 100 países competiram em regionais. Desse universo apenas 150 times participam das finais mundiais do evento. Nove times, entre eles o cearense, estarão presentes nas finais mundiais da competição. Outra questão a se perceber: quando comparamos a pontuação de Claro, Douglas e Paulo aos times da América Latina, o trio se firma como o 15° melhor dessa parte do continente.

“Na última competição, a melhor equipe brasileira foi a Universidade de São Paulo (USP) que resolveu 5 problemas terminando 41° ficando à frente de universidade renomada como Carnegie Mellon University, University of Waterloo entre outras. Contudo a equipe da Moscow State University conseguiu resolver 10 problemas conquistando o primeiro lugar da competição. O Brasil é uma grande força na América Latina sendo campeão latino-americano repetidas vezes”, explica o professor Wladimir Tavares.

Quem explica um pouco do que ocorrerá em outubro é Paulo Miranda. “São questões difíceis que envolvem programação, matemática e algoritmo. E não existe uma ementa. Tem que estudar tudo da área de computação para estar preparado. Um único computador para toda a equipe. A gente recebe o problema, debate a solução, desenvolve o código, testa, implementa e submete para correção. Enquanto um colega está aplicando o código, os outros dois podem ir escrevendo em um papel a solução seguinte, ou discutindo outra abordagem. São 5 horas de competição para cerca de 11 questões”, detalha Paulo.

“Vale destacar que a Rússia venceu o ICPC 14 vezes desde 2000. Alguns fatores explicam o resultado da Rússia nessas competições: a tradição sólida em matemática oriunda do período soviético e uma cultura de programação bem disseminada. Nós começamos desenvolver uma cultura de programação no Campus de Quixadá a partir de 2009, realizando treinamento teóricos e práticos semanais”, finaliza Wladimir.

 

 

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