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Tecnova versão 1: sobra inovação, falta mais apoio

Terminou ontem, 29, a primeira versão do Tecnova-CE. Oito anos depois da seleção dos projetos. Com inovação e boas soluções.

07:00 | 30/04/2021
Energia solar (Foto: DIVULGAÇÃO)
Energia solar (Foto: DIVULGAÇÃO)

Terminou ontem, quinta-feira, com a apresentação dos últimos três produtos tecnológicos desenvolvidos, um processo de chamada pública iniciado em 2013, fruto de uma parceria entre Secitece (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará) e a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos).

É o Tecnova-CE, que selecionou projetos de desenvolvimento tecnológico dentro de 8 eixos, conforme nos explica o Coordenador Geral do Programa, Francisco Carvalho. São eles:

1 – Agronegócio
2 - Eletrometalmecânica e Materiais
3 - Petróleo e Gás
4 - Têxtil e Confecção
5 - Couro e Calçado
6 - Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
7 - Biotecnologia
8 – Energias renováveis

“Temos projetos com muito impacto social como um na região do Jaguaribe que analisa a qualidade do leite e envia o resultado em tempo real, por exemplo. Ou um outro que aproveita a pele de caprinos para produção de jeans”, diz Carvalho.

O projeto do leite acima citado foi desenvolvido pela RAV Tecnologia. E há vários outros listados, a exemplo de biofertilizantes customizados, plástico inteligente, produção de displays com leds coloridos.

O edital foi concluído nesta quinta, 29, com a apresentação dos três produtos ligados às energias renováveis, oitos anos após a aprovação em função de uma judicialização. Apresentaram-se:

1 - Control Tecnologia e comunicações com solução para “um grande problema encontrado em parques eólicos que é o rompimento de cabos subterrâneos devido a curtos”.

2 - DPM Engenharia LTDA com um queimador flexível de biomassa de alta eficiência controlado em malha fechada

3 – Energo Engenharia cuja proposta é “produzir e comercializar o mapeamento do potencial de geração solar fotovoltaica distribuída em cidades e municípios em todo o País, permitindo que investidores tenham, de forma realista, a avaliação do retorno financeiro esperado de um dado projeto”.

“A gente fez um trabalho de interiorização com visitas às macrorregiões do estado e o resultado foi que 40% dos programas que se inscreveram eram do interior. Outro bom número é que 30% das empresas estavam aderindo a um projeto por chamamento público pela primeira vez”, explica o coordenador que afirma ser ideal um edital por ano para fomentar a pesquisa e inovação.

Nesse único edital responderam 168 pessoas jurídicas - micro e pequenas empresas, conforme exigência. Destas, foram aprovadas 60, mas os recursos permitiam atender 33, para as quais o montante de 18 milhões foi dividido. Em resumo há inteligência, há necessidade, falta mais incentivo e segurança jurídica.

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