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Em parceria inédita, Globo passa acervo para nuvem do Google

100% dos centros de dados da Globo e de seus produtos digitais, como o streaming Globoplay e os websites Gshow e G1, serão transferidos para a Google Cloud. Até o momento, a empresa de mídia mantinha um próprio centro de dados no Rio de Janeiro

23:53 | 07/04/2021
O acordo de cocriação é único entre empresas do tipo em todo o mundo (Foto: Reprodução)
O acordo de cocriação é único entre empresas do tipo em todo o mundo (Foto: Reprodução)

Em um acordo de sete anos, a empresa brasileira Globo exportará todo seu acervo digital para o serviço de armazenamento em nuvem da estadunidense Google, e também utilizará ferramentas de gerenciamento de dados e de inteligência artificial para aperfeiçoar seus serviços. A parceria foi anunciada pelas empresas nesta quarta-feira, 7, conforme informações da Folha de S. Paulo.

100% dos centros de dados da Globo e de seus produtos digitais, como o streaming Globoplay e os websites Gshow e G1, serão transferidos para a Google Cloud. Até o momento, a empresa de mídia mantinha um próprio centro de dados no Rio de Janeiro, com planejamento e investimento anuais definidos de acordo com demanda de armazenamento.

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“Quando entramos em uma escala de consumo como a atual, esse modelo não é mais econômico”, argumenta Raymundo Barros, diretor de estratégia e tecnologia da Globo, em entrevista à Folha. No centro local da Globo, em situações diversas a capacidade de dados ficava abaixo da demanda e, em outras, acontecia o contrário.

“Com 3 milhões de pessoas votando no paredão [do BBB] no mesmo momento, posso rapidamente escalar minha capacidade utilizando recursos de inteligência artificial e aprendizado de máquina para o número de votos”, complementa ele. Nesse novo modelo, a nuvem de armazenamento pode reprogramar a capacidade e o cliente, nesse caso a Globo, paga apenas pela disponibilidade que usou, gerando eficiência de custo.

Ainda, a emissora aposta em tornar seus produtos digitais, como o Globoplay, cada vez mais personalizados de acordo com o consumo e o comportamento de seus usuários. A transmissão de jogos esportivos, inclusive, será realizada na nuvem, evitando a necessidade de conduzir caminhões com centros de dados para os estádios.

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“Você leva para o ginásio um pequeno data center sobre rodas, uma pequena van com um conjunto de servidores em que liga apenas câmeras e microfones e os conecta na nuvem pública. O comentarista narrador, os produtores e técnicos podem estar em casas produzindo todo o evento esportivo”, analisa Raymundo.

O acordo de cocriação é único entre empresas do tipo em todo o mundo, segundo Eduardo Lopez, presidente de Google Cloud para a América Latina. Com a parceria, o Google se beneficia com o lançamento de novos produtos e serviços de mídia a partir do relacionamento com a Globo.