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Pesquisa detecta coronavírus pela análise de retina

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Pesquisadores brasileiros conseguiram, pela primeira vez, detectar a presença do coronavírus em retinas. O estudo pode contribuir para compreender melhor a dinâmica do vírus e as sequelas em pacientes infectados.

A pesquisa é conduzida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com recursos da rede financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Os pesquisadores analisaram retinas de pacientes que morreram em decorrência da covid-19 e compararam com fotos dos olhos desses pacientes quando vivos para analisar as diferenças e formas de aferir a presença do vírus a partir da retina.

Segundo o professor da UFRJ e um dos coordenadores do estudo Rubens Belfort Jr, a retina é um biomarcador importante, pois faz parte do sistema nervoso, mas é mais acessível, permitindo identificar a presença do vírus em determinados locais do corpo, como nesse sistema.

Além de identificar a presença do vírus e de reservatórios dele nos corpos dos pacientes, o professor explica que os resultados do estudo podem auxiliar no processo de entendimento e enfrentamento das sequelas de pessoas que contraíram a covid-19.

“A pesquisa pode ajudar a entender a existência das sequelas e como combater às sequelas, como aquelas relacionadas alterações neurológicas que alguns pacientes com covid-19 desenvolvem”, disse Rubens Belfort.

As informações obtidas pela pesquisa podem contribuir para a compreensão das causas das sequelas. “Será que desenvolve porque é alteração imunológico ou tem relação com o vírus que ficou?”, indaga, exemplificando que tipo de questões carecem de melhores explicações.

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Covid-19: Pfizer entregará 17,6 milhões de doses até 22 de agosto

Saúde
18:53 | Ago. 02, 2021
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O consórcio formado pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech informou nesta segunda-feira (2) que entregará 17,6 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até o dia 22 de agosto. Neste mês foram disponibilizadas 2,1 milhões de doses.

As doses serão trazidas em voos de Miami, nos Estados Unidos, para o aeroporto de Viracopos, em Campinas, em São Paulo.  

A previsão do Ministério da Saúde é que o consórcio repasse, no total, 33,3 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19 em agosto. Após o dia 22 a Pfizer e a BioNTech devem encaminhar ao Ministério da Saúde os 13,6 milhões de doses restantes dos lotes do mês.  

Para setembro, o acordado com a pasta é que sejam enviadas mais 37,4 milhões de doses. Para o último trimestre do ano a perspectiva é que o consórcio repasse mais 100 milhões de doses.

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EUA: 70% dos adultos tomaram ao menos uma dose de vacina contra covid-19

INTERNACIONAL
18:28 | Ago. 02, 2021
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A força-tarefa da Casa Branca para a covid-19 informou que 70% da população adulta nos Estados Unidos já tomou ao menos a primeira dose da vacina contra a doença causada pelo coronavírus. Nos últimos sete dias, foram 3 milhões de vacinados, conforme divulgado na coletiva à imprensa nesta segunda-feira, 2. Especialistas reiteram, porém, a importância de que os cidadãos tomem a segunda dose e que os outros 30% se vacinem.
"Uma pessoa infectada com a cepa Delta do coronavírus pode contaminar outras duas que não estejam vacinadas. Com a variante delta, esse número sobe para cinco", disse a Diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Rochelle Wolensky. Ela reforçou, mais uma vez, que os EUA vivem uma pandemia entre não vacinados.
O epidemiologista Anthony Fauci disse ser esperado que, mesmo com as altas taxas de vacinação, haja surtos de infecções. A diferença, entretanto, é que a maior parte dessas serão assintomáticas, sem causar hospitalização ou casos de morte.
A Casa Branca também anunciou que os funcionários federais deverão apresentar comprovação de vacina contra a covid-19. Os que não o fizerem terão de usar máscaras, cumprir regras de distanciamento social e fazer teste duas ou três vezes na semana. O coordenador da força-tarefa, Jeff Zients, cumprimentou o Walmart, Disney e Google por exigirem as vacinas entre seus funcionários. "Há dúzias de outras empresas fazendo o mesmo, a fim de proteger seus colaboradores".
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China coloca milhões em confinamento para conter variante Delta

INTERNACIONAL
18:03 | Ago. 02, 2021
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A China voltou a isolar seus habitantes, enquanto enfrenta seu maior surto de covid-19 em meses, com a variante Delta se espalhando por regiões que há muito haviam controlado o vírus, incluindo Wuhan, epicentro original da pandemia.
Mais contagiosa, a variante Delta quebrou as defesas do país, atingindo mais de 20 cidades e uma dezena de províncias. Embora o número total de infecções -- 452 no balanço mais recente -- ainda seja menor do que o registrado em outros países, os dados indicam que a variante está se movendo rapidamente pelo país.
No sábado, a província de Fujian e a cidade de Congquing, de 31 milhões de habitantes, registraram surtos epidêmicos de coronavírus. Nesta segunda-feira, 2, a China confirmou 99 novos casos, 55 por transmissão local. No final do dia, mais sete pessoas foram encontradas infectadas em Wuhan, além de outra em Pequim.
Em número de casos, este é o maior surto desde uma irrupção na província de Hebei, no norte da China, em janeiro, quando 2 mil pessoas foram infectadas.
A ampla disseminação é ainda mais preocupante dado o aumento de casos na capital altamente protegida e em Wuhan, cujo status de livre de vírus tem sido motivo de orgulho na China. Os sete novos casos são os primeiros desde que a China colocou sua onda original sob controle ao bloquear a cidade de cerca de 11 milhões de habitantes e a província de Hubei.
"Os sete foram identificados como trabalhadores migrantes", informou a agência oficial de notícias Xinhua, citando funcionários de prevenção e controle da covid-19.
Pang Xinghuo, vice-diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Pequim, implorou aos visitantes da cidade que entrem em contato com as autoridades se tiverem vindo de áreas de alto risco ou tido contato próximo com alguém infectado. As autoridades também pediram aos residentes que restringissem suas viagens.
"Surtos de aglomerados ocorreram um após o outro em todo o país e vários casos foram relatados em Pequim, levando a uma fase crítica em nossa resposta à epidemia", disse Pang. "Não podemos deixar escapar um único fio de risco e perigo oculto."
A infecção inicial do delta chegou por meio de um voo internacional de Moscou para a cidade de Nanjing, no leste da China, em meados de julho, e se espalhou para um grupo de funcionários de limpeza do aeroporto. Em poucas semanas, os casos também surgiram em lugares tão distantes quanto a ilha de Hainan, no sul da China, a 1900 km de Nanjing.
Os governos das principais cidades, incluindo Pequim, organizaram testes para milhões de pessoas, ao mesmo tempo que isolaram áreas residenciais e colocaram em quarentena pessoas que tiveram contato com infectados.
A cidade de Zhuzhou (centro), na província de Hunan, ordenou nesta segunda-feira a mais de 1,2 milhão de pessoas que permaneçam em casa sob um isolamento rígido durante os próximos três dias, enquanto coloca em prática uma campanha de teste e vacinação em toda a localidade. "A situação continua sendo sombria e complicada", afirmou o governo de Zhuzhou.
Em Zhangjiajie, uma cidade turística próxima de Zhuzhou, foi registrado um foco no mês passado entre os espectadores de um teatro, que depois levaram o vírus para suas casas em todo o país. Zhangjiajie determinou o confinamento de seus 1,5 milhão de habitantes na sexta-feira.
Pequim bloqueou a entrada de turistas durante a temporada de viagens de verão no Hemisfério Norte.
Nesta segunda-feira também foram registrados novos casos em Hainan, um popular destino turístico, assim como na província de Henan, devastada pelas inundações, informaram as autoridades de saúde do país.
A taxa de vacinação da China está perto de 60%, uma das mais altas do mundo, mas ainda não se sabe se as vacinas desenvolvidas localmente no país podem retardar a propagação da variante Delta. (Com agências internacionais)
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Covid-19: DF flexibiliza restrições e vai vacinar quem tem 30 anos

Saúde
17:54 | Ago. 02, 2021
Autor Agência Brasil
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O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou hoje (2) uma nova flexibilização das medidas de restrição adotadas em função da pandemia do novo coronavírus. O governo promete a publicação de novo decreto amanhã, autorizando atividades que estavam proibidas.

Ficam permitidos a partir de amanhã eventos gastronômicos e cívicos. Neste último grupo entra, por exemplo, o desfile de comemoração do 7 de setembro. Segundo o secretário da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, com a autorização cabe agora ao governo federal a decisão ou não sobre a realização do evento.

No caso de cultos, missas e rituais o novo decreto reduzirá a distância mínima definida entre os participantes. O limite, que até agora era de 1,5 metro entre cada pessoa, passará a ser de 1 metro pelo menos.

Nas competições profissionais, foi alterado o tempo de realização do exame de laboratório RT-PCR, cujo resultado negativo é condição para acesso às partidas. A partir da nova norma será preciso apresentar teste negativo com até 72 horas, em vez de 48 horas.

No mês passado, o GDF autorizou a realização de um jogo do Flamengo pela Copa Libertadores com público. Não haverá mais proibição da presença nessas competições de menores de 18 anos e gestantes. A capacidade máxima, até então de 25%, será ampliada para 30%.

Vacinação

Em entrevista coletiva, secretários do GDF também confirmaram a vacinação de pessoas com idades a partir de 30 anos a partir de amanhã. Serão disponibilizadas 170 mil doses, que serão aplicadas em 79 pontos de vacinação, cuja localização foi disponibilizada no site da Secretaria de Saúde.  

O secretário da Casa Civil também informou que o DF começará a vacinar adolescentes, na faixa de 12 a 17 anos, com comorbidades e com autismo. O cadastramento deste público começou hoje. O agendamento terá início amanhã, apenas para adolescentes com síndrome de down e autismo, inicialmente.

A aplicação das doses nesse público ocorrerá na quinta-feira e sexta-feira. Serão disponibilizadas três mil doses. No caso de pessoas com síndrome de down, não será preciso levar laudo médico.

Já para adolescentes com autismo, será necessário apresentar laudo apenas se a pessoa não tiver feito algum atendimento na rede pública do DF nos últimos 12 meses. Quem tiver dificuldade de acesso à internet para realizar o cadastramento e agendamento pode procurar uma Unidade Básica de Saúde.

De acordo com Gustavo Rocha, a vacinação das faixas a partir de 30 anos e de adolescentes com comorbidades foi impulsionada com o recebimento de uma quantidade a mais de doses. O DF vinha reclamando que as remessas estavam aquém e chegou a ingressar com uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O secretário da Casa Civil declarou que o Ministério da Saúde enviará 290 mil doses adicionais. Desse quantitativo, 90 já foram encaminhadas no último fim-de-semana. O avanço para novas faixas etárias será divulgado à medida que novos lotes sejam recebidos pela Secretaria de Saúde.

Também estão disponíveis vacinas da “repescagem” para professores. O GDF tem disponibilizado doses para a categoria em razão do retorno das aulas presenciais, a partir desta segunda-feira no caso da rede pública.

Durante a entrevista coletiva, Rocha informou que 195,1 mil pessoas tomaram a segunda dose em julho. O público que recebeu a primeira dose e deveria ter tomado a segunda no mês passado era de 213,2 mil. O secretário ressaltou a importância de todos que tomaram a primeira dose e já podem tomar a segunda que completem o ciclo vacinal.

Rocha acrescentou que o GDF está identificando algumas pessoas que compareceram para tomar uma terceira dose. Esses casos estão sendo repassados ao Ministério Público para apuração e eventual responsabilização.

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Brasil registra 1ª cirurgia contra diabetes tipo 2 feita com robô

Saúde
17:53 | Ago. 02, 2021
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O empresário Edmilson Dalla Vecchia Ribas, 61 anos, foi o primeiro paciente com diabetes do tipo 2 submetido à cirurgia metabólica robótica em todo o mundo. A intervenção foi realizada no mês de julho, no Hospital Marcelino Champagnat, ligado à Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba.

“Já saí do hospital sem tomar insulina”, disse Ribas hoje (2) à Agência Brasil. “Foi uma grande vitória. A recuperação foi muito rápida. Eu já estou com a vida normal, dirigindo, trabalhando, perdendo peso. Foi uma cirurgia com muito sucesso”.

Hoje, ele se considera curado. “É uma vitória da medicina e do doutor Alcides. É realmente um cara bom no que faz”.

Ribas se referia ao médico cirurgião do aparelho digestivo Alcides Branco, responsável pela cirurgia metabólica e pioneiro na técnica robótica.

Em entrevista à Agência Brasil, o médico disse que o uso do robô trouxe mais segurança e resultado para os pacientes. Antes, se fazia uma incisão na barriga do paciente, seguiu-se a laparoscopia por vídeos - técnica cirúrgica minimamente invasiva, na qual pequenas incisões são feitas na região abdominal – e, agora, a cirurgia com ajuda de robôs. “Isso trouxe uma qualidade em termos de pós-operatório e os pacientes têm um resultado muito positivo”, comentou o médico.

A cirurgia metabólica é uma cirurgia do trato gastrointestinal - com uso de técnicas da bariátrica - para tratar o diabetes tipo 2.

Outros três pacientes já estão cadastrados para fazer a cirurgia com auxílio do robô. Segundo o médico, a doença tem um vasto tratamento clínico, mas há uma porcentagem pequena de pacientes que não responde ao uso de medicamentos.

“O robô é uma ferramenta nova que veio somar no tratamento cirúrgico no diabetes, trazendo mais qualidade cirúrgica, mais segurança, resultados e melhor performance. Faz parte da evolução.”

Critérios

Alcides Branco observou, entretanto, que nem todos os pacientes com diabetes tipo 2 podem se submeter à cirurgia metabólica. Ela só é indicada nos casos em que o paciente não apresenta melhoras com tratamento clínico ou insulina. Essa triagem é feita pelo endocrinologista ou clínico geral.  

Entre os critérios para a cirurgia estão: pessoa ter sido diagnosticada com diabetes há menos de dez anos, ter menos de 70 anos de idade, usar dois ou três comprimidos por dia, fazer uso de insulina, ter obesidade grau 1, ou seja, Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo de 35. Se o paciente for obeso mórbido, o recomendado é a cirurgia bariátrica.

De acordo com Branco, o objetivo da cirurgia do diabetes é estimular o pâncreas a produzir insulina.

Segundo dados da Federação Internacional do Diabetes (IDF, da sigla em inglês), de 2019, o Brasil tem cerca de 17 milhões de adultos convivendo com o diabetes, sendo que nove em cada dez casos são de diabetes tipo 2.

Cirurgia

Na cirurgia robótica, o cirurgião controla um robô com quatro braços mecânicos equipados com diversos instrumentos médicos através de um painel de controle na sala de cirurgia. O equipamento possui câmeras que entregam imagens em 3D, ampliadas em até 20 vezes, com braços articulados em até 360º, o que permite maior liberdade e controle de movimento.

Entre as principais vantagens, o uso do robô garante maior precisão de movimentos e uma cirurgia menos invasiva, com redução de tempo de cirurgia e recuperação do paciente mais rápida que nos métodos convencionais com videolaparoscopia.

Recém-saído da cirurgia, o empresário Edmilson Ribas recomenda a intervenção com auxílio de robô para quem tem diabetes 2 e, como ele, não conseguia melhorar, apesar dos medicamentos e da insulina.

“A guerra do diabetes com o paciente é desigual. A gente luta contra ela, mas ela vai vencendo. É uma doença silenciosa, que não tem sintomas aparentes e quando você vê, foi tudo embora. O teu rim, o olho. Isso [cirurgia] foi uma esperança para nós, diabéticos. Era uma luz no fim do túnel que a gente não sabia quando ia se dar essa cura”.

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