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Saúde
NOTÍCIA

Anitta é diagnosticada com trombose; saiba fatores que podem causar a doença

De acordo com a angiologista Juliana Alfaia, existem alguns indicadores que trabalham para que surja uma trombose, como sobrepeso, sedentarismo, múltiplas gestações, uso de anticoncepcionais e ficar longas horas na mesma posição, seja em pé ou sentado.

Lucas de Paula
18:59 | 26/06/2020
Artista foi hospitalizada na noite dessa quinta-feira, 26 (Foto: Reprodução/Insatagram)
Artista foi hospitalizada na noite dessa quinta-feira, 26 (Foto: Reprodução/Insatagram)

A cantora Anitta teve que ser hospitalizada na última quinta-feira, 25, ao descobrir uma trombose na perna direita. A artista, que não fuma ou faz uso de anticoncepcional, foi surpreendida durante um exame de rotina. Por mais que a funkeira não apresente alguns fatores que podem acarretar a doença, o risco de desenvolvê-la não é anulado.

De acordo com a angiologista Juliana Alfaia, existem alguns indicadores que podem influenciar o surgimento de uma trombose, como o fato de mulheres serem mais atingidas do que homens. Há também a questão do sobrepeso, sedentarismo, múltiplas gestações, uso de anticoncepcionais e ficar longas horas na mesma posição, seja em pé ou sentado.

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Para chegar a ter a doença, o paciente precisa possuir os fatores que estão dentro do que é chamado Tríade de Virchow, teoria que engloba três grandes fatores de contribuição para o aparecimento de uma trombose, o que não quer dizer que necessariamente se a pessoa tiver uma das características ela vá desenvolver a enfermidade. “Nenhum desses fatores sozinhos consegue fazer que o paciente apresente trombose. Tem que ser um conjunto de fatores”, diz.

Pessoas que levam vida saudável e sem uso de hormônios, como os anticoncepcionais, também podem desenvolver trombose: estão propensos portadoras de insuficiência venosa assim como de doenças da coagulação. “Algumas pessoas têm doença das válvulas das veias das pernas, gerando acúmulo e pressão dentro dessas veias e provocando uma êxtase venosa, aumentando o volume residual venoso e contribuindo para formação de trombos”, diz.

Os sintomas variam de acordo com a extensão do vaso acometido. Em casos mais graves, entre os sintomas estão a dor (parecida com a de uma pancada), gerando dificuldade para caminhar; e o inchaço da perna. “Quando a gente tem grandes troncos venosos acometidos, os sintomas vão ser mais exuberantes”, pontua. Em outros casos há a mudança de coloração da perna e em casos extremos até a mudança de temperatura, ocorrendo a compressão da parte arterial do membro.

Para diagnosticar, existe uma série de fatores. Na trombose venosa profunda, o diagnóstico é firmado com o ultrassom venoso dos membros inferiores, já quando o paciente tem trombose de vasos pequenos, como vasos da panturrilha, é mais difícil conseguir fazer um diagnóstico. “Em caso de suspensão e dor na perna suspeita, tem que procurar um pronto-socorro ou cirurgião vascular que consiga fazer um exame de ultrassom venoso com doppler para fazer diagnóstico e iniciar tratamento”, pontua.

O tratamento da trombose venosa profunda dura pelo menos 3 meses e pode se estender até os 6 meses, dependendo da gravidade da situação e do acompanhamento periódico que se faz por meio do uso da ultrassom. A doença, que é multifatorial, tem um tratamento que não consiste em um único pilar, mas em três. O processo consiste no uso de anticoagulantes e flebotônicos, que ajudam as veias a manterem o tônus e a bombear o sangue de volta para onde precisa ir. É feito também o uso de meias de alta compressão. “Quando nós temos um bom sistema imunológico, dificilmente você não vai conseguir resolver aquela trombose”, finaliza Juliana.