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Na Argentina, sexo virtual e masturbação viram forma de prevenir coronavírus

O pronunciamento foi feito em rede nacional no país e teve como destaque recomendações à "população solteira"

Alan Magno
23:14 | 17/04/2020

No pronunciamento diário do Ministério da Saúde da Argentina nesta sexta-feira, 17, houve uma série de informativos sobre sexo durante a pandemia. O destaque da comunicação oficial se dirigiu aos solteiros e recomendou práticas sexuais de forma virtual, além da masturbação como forma de evitar o contato com pessoas de fora do seu ciclo de convívio ou desconhecidas. As medidas servem para reduzir as chances de contaminação pela Covid-19. O pronunciamento foi feito em rede nacional argentina.

Para trazer as informações, segundo a Folha de S. Paulo, foi convocado o médico infectologista José Barletta. O especialista orientou que, durante este período de quarentena, as pessoas deem preferências por manter relações sexuais apenas com seus parceiros estáveis e que evitem transar com desconhecidos ou com terceiros. De acordo com o médico, o risco de contágio por coronavírus ao se encontrar com pessoas de fora de seu convívio é elevado.

O anúncio destacou com maior ênfase recomendações para os solteiros. Videochamadas, sexo virtual, masturbação e a prática de sexting (troca de mensagens eróticas) foram sugestões fornecidas pelo médico como forma de buscar satisfazer o desejo sexual, sem risco de infecção pela Covid-19. Segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, a Argentina apresenta 2.669 casos confirmados e 112 mortes em decorrência da nova doença.

No que diz respeito a prática da masturbação, o infectologista argentino ainda destacou a necessidade de se ter uma atenção redobrada com a higienização, tanto das mãos, órgãos genitais e de eventuais objetos utilizados no processo. Telas de computador, tablets e celulares também precisam ser higienizadas. “Antes e depois do ato”, reforçou José Barletta.

Além da Argentina, a Colômbia também assumiu recomendações sobre a prática de relações sexuais durante a pandemia. O governo iniciou, no fim de março, a divulgação de um cartilha, “ABC sobre as relações sexuais e a doença por coronavírus (Covid-19)”.

O documento também recomenda à população que evite ter contato sexual com desconhecidos, com mais de um parceiro e que priorizem a prática de sexo virtual e da masturbação. Na Colômbia, 3.439 pessoas tiveram diagnostico positivo para a nova doença. País contabiliza 153 mortes até esta quinta-feira, 17, segundo dados do Ministério da Saúde da nação sul-americano.