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Saúde
NOTÍCIA

Mesmo após recomendação da OMS de testar todos os casos suspeitos, Brasil continuará monitorando apenas casos graves

A testagem apenas nesses casos é justificado pelo Brasil ter alcançado 100 casos da doença e também já haver circulação sustentada dentro de estados

14:18 | 17/03/2020
A recomendação da OMS é todos os casos suspeitos sejam testados e haja o rastreamento de pessoas próximas
A recomendação da OMS é todos os casos suspeitos sejam testados e haja o rastreamento de pessoas próximas (Foto: SAM PANTHAKY / AFP)

Após a recomendação da OMS de testar todos os casos suspeitos, o Governo brasileiro ainda estuda a adoção da medida, com a importação de testes rápidos para o novo coronavírus. Até o momento,em São Paulo e Rio de Janeiro, estados com número elevado de casos suspeitos, apenas os graves ou com sintomas têm sido testados. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, não será mudado o critério adotado na atual fase de mitigação.

Conforme a determinação, divulgada na sexta-feira, 13, pelo Ministério da Saúde, a testagem apenas nesses casos é justificado pelo Brasil ter alcançado 100 casos da doença e também já haver circulação sustentada dentro desses estados. A medida também busca, segundo o Ministério, economizar testes para as pessoas com o quadro mais avançado.

“Nós queríamos a partir daí dar atenção para a questão da assistência, que é muito mais importante do que ficar investindo e gastando energia na identificação de número de casos”, completou o secretário, João Gabbardo.

Em recomendação nesta segunda-feira, 16, o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou, em coletiva de imprensa, que é preciso quebrar as cadeiras de transmissão. Segundo ele, testes em larga escala para cada caso suspeito é uma das formas mais eficazes para conter a disseminação.

Conforme também recomendado, medidas como distanciamento social, que incluem fechamento de escolas, cancelamento de eventos e, em alguns países, fechamento de negócios que reúnem aglomerados de pessoas são fundamentais. Entretanto, não são suficientes para "extinguir pandemia".

“Você não pode combater um incêndio com os olhos vendados”, afirmou ele, reforçando a necessidade de testar todos os casos. “Não podemos parar esta pandemia se não soubermos quem está infectado”, completou.

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