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Saúde
NOTÍCIA

Farmacêutica recolhe lotes de medicamento Ranitidina contaminado com substância cancerígena

Medley e Aché Laboratórios Farmacêutico anunciaram o recolhimento nesta segunda

15:11 | 20/01/2020
Lotes com dosagens entre 150 mg e 300 mg serão recolhidos.
Lotes com dosagens entre 150 mg e 300 mg serão recolhidos. (Foto: Reprodução/Sanofi)

O medicamento Ranitidina, usado para o tratamento de úlceras de estômago e de duodeno, passará a ser recolhido. A Medley, responsável pelos genéricos Sanosi, realizou o anúncio nesta segunda-feira, 20, afirmando que a medida estava sendo tomada devido ao risco de contaminação por "nitrosamina". As informações são da Agência Estado.

"O recolhimento é realizado devido à possível contaminação com uma impureza de nitrosanima chamada N-nitrosodimetilamina (NDMA). A NDMA identificada é classificada como possível substância causadora de câncer em humanos", disse a empresa.

Lotes com dosagens entre 150 mg e 300 mg serão recolhidos. A decisão chega uma semana depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicar recomendações aos fabricantes para adoção de métodos que evitem a substância. "Recolhimentos voluntários de medicamentos estão em curso no Brasil, além da interdição de diversos lotes de medicamentos que não apresentaram dados sobre a presença das nitrosaminas", disse a Anvisa.

Lotes que serão recolhidos
Lotes que serão recolhidos (Foto: Reprodução/Sanofi)

Além da Medley, a Aché Laboratórios Farmacêuticos informou em nota sobre o recolhimento voluntário ainda em dezembro, que "segue rigorosamente todas as solicitações da Anvisa, inclusive a recomendação sobre o controle das nitrosaminas, e acompanha continuamente as discussões internacionais e nacionais sobre o tema".

Para os pacientes que possuem lotes em casa é recomendado que entrem em contato pelo número 0800 729 800, de segunda a sexta-feira, entre 8 e 20 horas. Para quem realiza tratamento, deve parar caso receba orientação do médico. "Os pacientes são aconselhados a continuar usando seus medicamentos normalmente, a menos que sua descontinuação tenha sido aconselhada por seu médico ou farmacêutico, levando em consideração as recomendações nas informações do produto", informou a Anvisa.