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Saúde
NOTÍCIA

Secretaria admite problemas no estoque e informa a situação de cada medicamento

Cinco são de aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde e outros seis foram regularizados no estoque, segundo a Sesa

19:29 | 19/06/2019

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) admite o problema de falhas no estoque da farmácia do Hospital Geral de Fortaleza. Em nota, enviada na noite de terça-feira, a pasta informou ao O POVO Online que "está tomando medidas para aperfeiçoar o modelo de aquisição de medicamentos e reduzir problemas nos processos que podem resultar na descontinuidade do abastecimento, como a falta de normatização dos medicamentos (inclusão no elenco de fármacos do SUS) e o descumprimento de prazo pelos fornecedores".

Não foi confirmado desde quando o problema no estoque começou. Familiares dos pacientes denunciam que a situação teria se iniciado em março último.

Sobre a reposição dos medicamentos, a Sesa afirma na nota que já “houve regularização do estoque” dos seguintes medicamentos:

1. Formoterol + Budesonida (princípio ativo do Alenia)

2. Leuprorrelina

3. Ribavirina

4. Lanreotida

5. Lamotrigina

6. Pancreatina

Duas das medicações, prossegue o informe da Secretaria, já estão “em processo de aquisição”:

7. Penicilamina

8. Raloxifeno

A Secretaria acrescenta que um medicamento está “aguardando a entrega pelo fornecedor”:

9. Piridostigmina

Dois dos itens, conforme a nota da Secretaria, “sofreram desabastecimento porque foram licitados, mas houve falha na aquisição”:

10. Fludrocortisona
11. Clobazam

Não foi esclarecido o tipo de falha encontrada, mas aponta que "está buscando alternativas para aquisição destes medicamentos.

“Dos 16 medicamentos citados (em falta no estoque na última segunda-feira), cinco são de aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde”:

12. Entecavir

13. Everolimo

14. Natalizumabe

15. Pramipexol

16. Tenofovir

A Secretaria acrescenta que ainda aguarda o repasse e que já solicitou prioridade na entrega. Não ficou esclarecido quando a reposição ao estoque será normalizada. O POVO Online não obteve informações sobre valores envolvidos na compra dos medicamentos nem quantos pacientes cadastrados são beneficiados atualmente com o programa de gratuidade.

Cláudio Ribeiro