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Descongestionante nasal vicia e pode causar taquicardia e hipertensão; entenda

Ao usar excessivamente estes medicamentos, é possível desenvolver uma doença chamada rinite medicamentosa, condição que potencializa a irritação do nariz

21:17 | 15/07/2018
(Foto:Thinkstock)
Descongestionantes nasais são comuns entre quem sofre de problemas respiratórios ou está com o nariz entupido por conta de uma gripe ou alguma alergia. Apesar de facilitar a passagem do ar e desobstruir as narinas, o uso indiscriminado destes remédios vicia e traz consequências para a saúde. É o explica ao portal Vix Arnaldo Tamiso, otorrinolaringologista do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da cidade de São Paulo.
 
Os problemas decorrentes do uso de Sorine ou Neosoro, por exemplo, estão no terceiro lugar da lista de problemas causados por efeitos colaterais e uso incorreto de remédios. “É possível tornar-se dependente do uso de todos os descongestionantes, sem exceção”, frisa Tamiso.
 
Após algum tempo de uso, o produto perde o efeito no corpo e o nariz vai voltando a ficar entupido, fazendo com que a pessoa use com mais frequência.  “O nariz passa a funcionar só com o medicamento, podendo evoluir para um quadro que é revertido apenas com cirurgia”, afirma o médico.

Ao usar excessivamente estes medicamentos, é possível desenvolver uma doença chamada rinite medicamentosa, condição que potencializa a irritação do nariz. Quem exagera também pode sofrer com taquicardia e hipertensão.

Como curar o vício
 
Caso a utilização seja por um período extenso, é difícil sair do vício sem medicação e acompanhamento. “O corpo consegue eliminar o descongestionante se o uso do medicamento não for extenso [o limite são 5 dias de aplicação]. Se for muito longo, os problemas podem se tornar crônicos", pondera o especialista ao site Vix.

Arnaldo Tamiso alerta que existem alternativas aos descongestionantes nasais. Soro fisiológico é solução quando os problemas forem resfriados e sinusites. Lesões mais sérias devem ser tratadas com médicos.

Redação O POVO Online