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Surgimento de casos de sarampo na região norte do País ameaça erradicação do vírus no Ceará

Secretaria da Saúde do Estado alerta para medidas de prevenção, controle e identificação de novos casos de maneira imediata
19:27 | Abr. 13, 2018
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Erradicado do Ceará  desde 2016, o vírus do sarampo volta a ser uma preocupação para a saúde dos cearenses. O alarme é devido ao avanço da doença no norte do Brasil que ameaça comprometer extinção do sarampo no Ceará. Conforme a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), 40 casos de sarampo foram confirmados em Roraima. Mais quatro casos foram registrados no Amazonas.

 

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Outro agravante é o progresso do vírus no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), países dos continentes europeu e africano registram o maior número de casos da doença. Os dados da OMS também apontam que no continente europeu a incidência de casos aumentou 300%, sendo a Itália, origem da maior parcela de turistas estrangeiros que visitam o Ceará, um dos países que mais foram atingidos pela doença em 2017.

 

A coordenadora de imunizações da Sesa, Ana Vilma Leite Braga, afirma que a vacinação é uma aliada na prevenção do vírus, mas não é a única ação a ser feita. Para Ana, além de vacinar é preciso "manter uma vigilância ativa e oportuna, detectando casos suspeitos o mais precocemente possível", recomenda.

 

De acordo com a Pasta, as vacinas de rotina que auxiliam no combate ao sarampo, como a príplice viral, que é indicada para vacinação a partir dos 12 meses até 49 anos de idade, e a tetra viral, que deve ser utilizada em crianças com 15 meses de idade que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral, estão disponíveis em todos os municípios e devem contribuir para o controle, eliminação e erradicação das doenças imunopreveníveis.

 

Segundo o Ministério da Saúde, é considerada adequada à cobertura vacinal quando, no mínimo, 95% da população alvo encontra-se vacinada. Esta meta de cobertura vacinal aplica-se para as vacinas tríplice viral, tetra viral e varicela. No Estado, o parâmetro estabelecido para este indicador é que, no mínimo, 70% dos municípios apresentem cobertura vacinal adequada.

 

                                                                                                     Redação O POVO online 

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