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Saúde
Reprodução

Novo medicamento para fertilidade feminina é apresentado em São Paulo

Novo integrante do catálogo farmacêutico para reprodução humana, o Rekovelle tem como alicerce tratamento individualizado e atua no estímulo à ovulação. Especialistas cearenses participam do lançamento

20:32 | 14/04/2018
Médicos acompanham apresentação do medicamento
(Foto: Rodrigo Silveira/Divulgação)
Mais novo integrante da cadeia de remédios com foco na fertilidade humana, o Rekovelle foi apresentado no Brasil neste sábado, 14, pela Ferring Farmacêutica. A indústria tem sede na Suíça e está no mercado brasileiro há 25 anos. No lançamento, em São Paulo, cerca de 300 ginecologistas e estudiosos debateram o panorama da reprodução humana em diversos países. O medicamento, que deve chegar ao mercado ainda este semestre, rompe lacuna de cinco anos sem lançamento farmacêutico local no segmento.

"O Rekovelle é um medicamento que ajuda na indução da ovulação, maior problema entre mulheres inférteis. Ele é utilizado de maneira complementar à Fecundação In Vitro (FIV) e atua no potencial de ovulação da mulher", explica Eli Lakryc, diretor médico da Ferring no Brasil. O CEO diz que combinações farmacêuticas com a finalidade de impulsionar a ovulação feminina são desenvolvidas há muitos anos e que o medicamento recém-lançado traduz-se em uma inovação por ser desenvolvido a partir de hormônio humano. 


De acordo com Lakryc, para o desenvolvimento de Rekovelle, foi considerado o conceito de tratamento individualizado, que se baseia nas especificidades do paciente e reduz os efeitos da medicação em massa. "Antes do início do uso desse medicamento pela paciente, é realizado um exame de sangue com o objetivo de descobrir qual a dose ideal. Então, você não corre o risco de ter surpresas desagradáveis por conta do uso em excesso do hormônio e, por outro lado, de não haver gravidez decorrente de uma posologia abaixo da correta."

Participante do evento, o médico cearense Evangelista Torquato ressaltaa que a reprodução humana é uma das áreas médicas que têm ido em busca do tratamento individualizado. "Nós da reprodução humana patinamos em buscar esta individualização. Esse medicamento, que é o FSH recombinante, já existe há mais de 15 anos, mas o fato de esse novo FSH recombinante apresentado ser oriundo de células humanas torna-o realmente diferente dos demais. Isso é um degrau a mais no conhecimento e no uso das tecnologias."

Torquato - sócio-proprietário da Bios, clínica à frente da concepção do primeiro bebê de proveta do Ceará - frisa o fato de a composição embasar-se em marcadores como hormônio anti-Mülleriano (AMH) e peso da paciente, fatores preponderantes para a fertilidade. Destaca ainda que o médico contar com a precisão de uma calculadora para indicar a melhor dose para a paciente é outro dos benefícios. 

O cearense Daniel Diógenes, diretor-técnico e sócio-proprietário da clínica Fertibaby, acredita que, por lidar com o critério de individualização, o Rekovelle pode contribuir com o cenário da fertilização, sobretudo do ponto de vista da acessibilidade. "A gente põe muitas pacientes no mesmo cesto, digamos assim, e trabalha com a mesma dose. A ideia de trabalhar com um medicamento personalizado muda esse fato. Outro ponto positivo é que, com o medicamento, em tese, teremos uma diminuição dos custos, já que ele tem valor mais acessível que seu único concorrente no mercado. Ainda só não é possível falar de eficiência. Por outro lado, é possível falar de redução do risco de Síndrome do hiperestímulo ovariano".
 
*A jornalista viajou a convite da organização do evento

KELLY HEKALLY