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Entenda porque tomar refrigerante faz mal à saúde

Segundo Vanessa Queiroz, nutricionista especialista em emagrecimento, ouvida pelo O POVO Online, basta um consumo de dois copos por dia de refrigerante para garantir prejuízos enormes ao corpo

16:28 | 24/10/2017
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Tomar refrigerante no almoço, jantar ou quando faz aquele calorão é algo comum para várias pessoas no dia a dia. Porém, segundo uma pesquisa, nove entre dez nutricionistas proíbem o consumo de refrigerantes. Quais são as razões que levam os especialistas a riscarem a bebida do cardápio de seus pacientes?

Ao O POVO Online, Vanessa Queiroz, mestre em saúde coletiva e nutricionista especialista em emagrecimento, explica os motivos para abolir o produto de suas refeições. De acordo com a profissional, basta o consumo de dois copos por dia de refrigerante para garantir prejuízos enormes à saúde.

"O consumo de refrigerantes aumenta o risco de diversas doenças crônicas, como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e problemas neurodegenerativos. Isso é justificado pela alta densidade energética, teor de açúcar e presença de diversos aditivos alimentares que aumentam a inflamação no corpo", ressalta ela.

De acordo com Vanessa, frequentemente, os refrigerantes acompanham refeições ricas em proteínas e gorduras. "Esse hábito é muito prejudicial. O consumo de refrigerantes associado com gorduras saturadas pode aumentar sintomas depressivos, levando a estresse oxidativo que interferem no cérebro. Esses sintomas, por sua vez, aumentam a compulsão alimentar em muitos indivíduos, sendo um ciclo vicioso", alerta.

Para a nutricionista, o consumo pode ser ainda mais prejudicial quando associado a refeições ricas em proteínas, como abusar do refrigerante em rodízio de carnes. "Há uma alteração da percepção do apetite e oxidação de gorduras, aumentando o consumo calórico. O risco para ganho de peso é maior", afirma.

O consumo do produto faz mal à saúde, mesmo em versões zero, diet e light. "Salienta-se que mesmo o refrigerante zero, deve ser evitado. Pois a combinação com aspartame é devastadora. Desencadeiam reações imunológicas, que geram mais inflamação em nosso organismo", explica Vanessa.

Em nível intestinal, segundo a especialista, os adoçantes podem aumentar o risco de disbiose, fato que está associado à inflamação local e sistêmica, além de aumentar o risco de resistência a insulina.

"O adoçante pode elevar o peso, pois os adoçantes artificiais não favorecem a saciedade e ainda podem aumentar o consumo alimentar no indivíduo, contribuindo para o aumento de peso. Esta alteração no peso pode decorrer ainda de fatores psicológicos e por compensação de calorias não ingeridas pelos adoçantes, aumentando o consumo de outros alimentos", conclui Vanessa Queiroz.

 

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