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Em 2016, quase 800 pessoas morreram com dengue, chikungunya e zika

Apesar do número significativo de mortes, houve uma redação de casos em relação ao mesmo período de 2015

12:35 | 23/01/2017
Mosquito picando uma pessoa
Mosquito picando uma pessoa
[FOTO1]Em 2016, o Brasil registrou 794 mortes em decorrência das três doenças ocasionadas pelo mosquito Aedes aegypti. Dados foram registrados até o dia 24 de dezembro último. O número de óbitos por dengue chegou a 629, por chikungunya foi de 159 e 3 por zika. O registro realizado no mesmo período de 2015 contabilizou 1.001 mortes. As informações são do boletim epidemiológico divulgado no site do Ministério da Saúde.
 
 
Em relação aos casos prováveis, 1.976.029 brasileiros contraíram pelo menos uma das três doenças. A dengue domina no número de diagnósticos com 1.496.282. Casos de Chikungunya e zika alcançaram 265.554 e 214.193, respectivamente.    
 
 
Durante um ano, o Brasil apresentou uma redução 152.726 de diagnósticos de dengue, mas os dados ainda continuam alto, considerado o segundo maior desde 1990. O ano recordista foi 2015 que teve 1.649.000 casos. De acordo com o boletim epidemiológico, o Centro-Oeste do País foi a região de maior incidência da dengue com 1.313,8 casos por 100 mil. Maior do que a nacional que foi de 731,9 casos por 100 mil habitantes.
 
 
Os casos de Chikungunya apresentaram uma alta significativa comparado com os dados do mesmo período de 2015. Foram 265.554 casos em 2016 contra 38.499 casos. Mas, o registro de mortes pela doença teve um aumento ainda maior. O crescimento foi de 1.035% de um ano para outro. O boletim aponta 14 casos em 2015 para 159 em 2016.
 
 
Diferente das outras doenças, o número de casos de Zika não pode ser comparado com o ano de 2015. O vírus passou a ser monitorado pelo Governo no fim do ano de 2015. Entretanto, foram 214.193 pessoas com Zika notificados no País em 2016. Uma incidência de 104,8 casos por 100 mil habitantes. O Centro-Oeste teve a maior incidência com 219,2 por 100 mil habitantes.
 
 
Combate
Para o infectologista Anastácio Queiroz, o combate ao transmissor da dengue, chikungunya e zika é paliativo, pois, em 30 anos, o País ainda vive os mesmos dilemas de saúde pública. As ações não eliminaram de fato os focos do mosquito Aedes aegypti. O especialista explica que a população deve ter uma ação mais efetiva na eliminação das larvas do mosquito.  
 
 
“É uma questão de conscientização nas escolas durante a infância porque a criança leva essa mensagem à medida que cresce. Tem que ser mais discutido nas escolas e nas famílias. As pessoas têm que entender a importância do seu papel no combate ao mosquito”, disse o infectologista ao O POVO Online
 
 
Além dessa questão, há problemas urbanos que contribuem para a proliferação dos mosquitos. O acúmulo de lixo e a falta de saneamento são alguns dos problemas. “Há uma variedade de objetos que podem armazenar água e ser foco de dengue. É claro que isso varia de bairro para bairro e de cidade para cidade. Até os ferros velhos e carros abandonados em alguns depósitos facilitam a criação de larvas de mosquitos mesmo em chuvas de baixa intensidade”, conclui o médico Anastácio Queiroz.
 
Redação O POVO Online 

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