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Raiz do bullying é insegurança e baixa autoestima do agressor, diz especialista

O bullying é entendido, pela lei, como o ato de violência física ou psicológica que ocorre sem motivação evidente. "Pessoas bem resolvidas não têm porque lançar mão desse recurso", diz especialista

17:28 | 10/02/2016
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A lei que institui o chamado Programa de Combate à Intimidação Sistemática, o bullying, começa a valer nesta semana no Brasil. O assunto foi discutido no programa O POVO na Rádio, da Rádio O POVO/CBN, com a presidente da Associação pela Saúde Emocional das Crianças (ASEC), Tania Paris.

"O mais importante [da lei] é o alerta para a existência do bullyng. Isso está trazendo esse tipo de didática e a conscientização de todos que estão responsáveis por ambientes para que cuidem da saúde", explicou Tania. Para ela, o bullyng "corre solto" em locais que é tolerado, mas a partir da lei a necessidade do combate dele veio à tona.

"O bullyng é um sintoma de um problema maior, que é a falta de saúde emocional das pessoas que iniciam ou são coniventes com ele. O texto sancionado pela presidente Dilma Rousseff caracteriza o bullying como todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la.

%2b Ouça a entrevista com Tania Paris

"É o ato de intimidar, mas tem como raiz a insegurança do agressor e baixa autoestima do grupo que faz isso, pessoas bem resolvidas não têm porque lançar mão desse recurso", afirma Tania. O limite entre "brincadeirinha" e bullyng é tênue, mas para a especialista, é importante perceber a intencionalidade do ato.

"Tem adulto que está próximo, era pra proteger a criança, e dá risada. Ninguém tem o direito de ameaçar ou intimidar e quem for ameaçado ou intimidado tem o direito de pedir ajuda", completa Tania. A ASEC é uma entidade sem fins econômicos, fundada em novembro de 2004 para promover o desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais de crianças.

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